Por Carro.Blog.Br / Alan Corrêa
Gastos comprometem até 40% do que o motorista fatura mensalmente.
20/04/2025
Muitos brasileiros viram no volante uma saída para o desemprego. Trabalhar com aplicativos oferece autonomia, mas impõe longas jornadas e alto custo operacional ao motorista.
Minas Gerais representa cerca de 7% da base de motoristas da Uber no Brasil. Em Belo Horizonte, o faturamento médio diário chega a R$ 526,60 para jornadas de oito horas.
Para alcançar R$ 2 mil de lucro mensal, o motorista precisa faturar ao menos R$ 3.400. Isso exige 240 corridas por mês, com média de 12 viagens por dia útil.
Os custos variam entre fixos e variáveis. Combustível, manutenção e pneus aumentam com o uso. Já internet, seguro e IPVA são despesas mensais independentemente da demanda.
Plataformas como Uber e 99 cobram taxas que podem atingir 40% por corrida. A receita do motorista é reduzida de forma significativa, o que impacta diretamente no lucro final.
O aluguel de veículos é uma alternativa comum, mas compromete até 30% da receita semanal. Muitos motoristas optam por essa solução para evitar os custos de ter um carro próprio.
Apesar do limite oficial de 12 horas por dia, muitos motoristas estendem a jornada com pausas e contas extras. A meta é compensar custos e garantir uma renda mínima aceitável.
Enquanto se discute regulamentação, os motoristas usam estratégias como atuar nos horários de pico, rodar por múltiplos apps e evitar zonas de congestionamento para aumentar o lucro.