Geely lança sedã a metanol em nova aposta no Starshine 6

Geely registra na China o Starshine 6 híbrido a metanol, com motor 1.5 de 93 kW e sistema elétrico já conhecido, ampliando a aposta em combustíveis alternativos no mercado local.
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Geely lança sedã a metanol em nova aposta no Starshine 6

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O registro apareceu nos documentos oficiais da indústria chinesa e, com ele, a confirmação de que o carro híbrido a metanol deixou o campo experimental. A Geely incluiu no banco de dados do órgão regulador da China uma nova versão do Galaxy Starshine 6 equipada com um sistema híbrido que substitui a gasolina pelo metanol como combustível principal do motor a combustão.

O modelo surge sem alarde visual, mantendo o desenho já conhecido do sedan médio vendido desde 2025, mas altera um ponto central da estratégia energética. O Starshine 6 passa a combinar um motor 1.5 movido a metanol com um conjunto elétrico já usado nas versões híbridas plug in da linha. O dado técnico mais relevante é a potência do motor térmico, que chega a 93 kW, o equivalente a cerca de 126 cv, número confirmado nos registros industriais e alinhado ao que a Geely já vinha testando internamente.

A decisão não inaugura um projeto do zero. O sedan preserva a plataforma híbrida existente, incluindo o uso de baterias de lítio ferro fosfato, solução escolhida pela marca por custo, durabilidade e estabilidade térmica. Nas versões híbridas convencionais, esse pacote permite autonomia elétrica declarada de até 125 km no ciclo chinês CLTC, embora a fabricante ainda não tenha divulgado se o alcance será mantido ou ajustado na configuração a metanol.

As dimensões também permanecem inalteradas. O Starshine 6 mede aproximadamente 4,81 metros de comprimento, 1,89 metro de largura, 1,49 metro de altura e 2,76 metros de entre eixos, números que o posicionam como um sedan familiar típico do mercado chinês. Rodas de 16 ou 17 polegadas e conjuntos ópticos contínuos seguem presentes, sem distinções visuais claras que identifiquem a nova motorização.

Segundo o Carnewschina, o lançamento da Geely se conecta a uma agenda mais ampla da indústria chinesa, que busca reduzir dependência direta da gasolina sem apostar todas as fichas exclusivamente na eletrificação total. O metanol, produzido a partir de carvão, gás natural ou fontes renováveis, é visto internamente como uma alternativa estratégica, sobretudo em regiões onde a infraestrutura elétrica ainda não acompanha a expansão dos carros elétricos puros.

A marca não chega agora a esse território. Desde o início da década passada, a Geely mantém programas de desenvolvimento de motores a metanol e realizou testes públicos em 2022, inclusive em condições de frio extremo. A diferença, agora, é a integração dessa tecnologia a um produto de grande volume, vendido em uma família já estabelecida no mercado.

Não há, até o momento, informações oficiais sobre consumo, emissões específicas ou potência combinada do sistema híbrido. Também não foi divulgada uma data comercial precisa para o início das vendas nem se o modelo ficará restrito a frotas ou ao varejo tradicional. O que se sabe é que o registro junto ao órgão regulador é um passo obrigatório para a produção em série, indicando que o projeto saiu da fase de laboratório e entrou no calendário industrial.

Enquanto a Geely avança com o Starshine 6 a metanol, outras montadoras chinesas observam de perto a recepção dessa solução, em um cenário no qual o debate sobre combustíveis alternativos volta ao centro das decisões estratégicas, ainda sem uma resposta definitiva sobre qual caminho vai prevalecer.

Pablo Silva
Pablo Silva
Especialista em jornalismo automotivo, analisa carros com olhar técnico e paixão por motores. Produz reportagens exclusivas e detalhadas para o Carro.Blog.Br.