Entenda como funciona a exploração de petróleo atualmente no Brasil

O petróleo é uma das fontes de recursos mais valorizadas do mundo, sendo utilizado principalmente para o abastecimento de veículos.

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4 meses atrás
Entenda como funciona a exploração de petróleo atualmente no Brasil
Arco-íris na plataforma de petróleo em Angra dos Reis (foto: Glauco Umbelino / Wikimedia)

Em geral, as nações mais petrolíferas são as mais ricas e tem combustível a preço mais baixo.

A dúvida surge quando analisamos a situação do Brasil, que embora com a descoberta de petróleo no Pré-Sal alcançou uma produção superior à demanda nacional, permanece mesmo assim fazendo a importação de uma parte de petróleo e tem o preço do combustível inflacionado.

História do petróleo no Brasil

A origem do petróleo no Brasil teve início na Bahia, na cidade de Lobato, em 21 de janeiro de 1939. Embora o resultado da perfuração do poço DNPM-163 tenha sido pequena, a descoberta foi decisiva para o desenvolvimento da exploração petrolífera.

Já em 1941 o petróleo foi descoberto na Bacia de Recôncavo, tornando-se assim a segunda maior produção em volume do Brasil.

Para o controle do petróleo nacional o Presidente Getúlio Vargas aprovou o monopólio estatal criando a Petrobras sob a Lei 2004, em 3 de outubro de 1953.

Em 1960, teve início a exploração da Bacia do Espírito Santo, cujo potencial se destaca mais pela produção de óleo leve e gás natural.

Merece destaque a Bacia de Campos, descoberta em 1974, que é a maior bacia petrolífera do Brasil, representando 80% da produção nacional e contribuindo com aproximadamente 54 milhões de reais anualmente para o PIB do país.

Em 2002, o Brasil descobriu a maior jazida petrolífera na camada do Pré-Sal, no mar da Bacia de Santos.

A descoberta do petróleo no Pré-Sal representou ao Brasil um enorme potencial de crescimento, sendo que a exploração só iniciou em 2012 e está em desenvolvimento devido à área vastíssima que se estende desde o litoral sul do Rio de Janeiro até o norte em Santa Catarina.

Com efeito, o Brasil se tornou autossuficiente em matéria de petróleo com uma produção de mais de 2,6 milhões de barris diários de acordo com a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), sendo que o consumo nacional tem necessidade de cerca de 2,2 milhões.

O refinamento do petróleo no Brasil

Atualmente, o Brasil tem no total nove bacias petrolíferas – entre em rochas sedimentares e plataformas continentais – para exploração.

Plataforma P-51 (foto: Divulgação Petrobras / ABr)
Plataforma P-51 (foto: Divulgação Petrobras / ABr)

Somos de fato uma potência mundial petrolífera, estando apenas abaixo da Venezuela na América Latina e ocupando a 17º posição no ranking mundial.

Contudo, o Brasil ainda continua importando uma porcentagem de petróleo devido a interesses econômicos e necessidades técnicas das nossas refinarias.

A razão é que o petróleo nacional é de predominância do tipo pesado, o que gera mais complexidade para o processo nas refinarias.

Cabem as refinarias a transformação do petróleo bruto para o abastecimento de combustível, bem como para a fabricação de diversos produtos.

Acontece que as refinarias, entre as quais está preeminentemente a Petrobras, não conseguem fazer o refinamento apenas com óleo pesado, necessitando assim de uma mistura de óleo leve.

O resultado é que o Brasil tem que fazer importação de petróleo do tipo leve do Oriente Médio e exportar o petróleo nacional pesado excedente.

Ora, como o óleo leve – além de gerar mais gasolina e produtos nobres – é mais caro em relação ao pesado, gasta se mais importando e ganha se menos exportando.

Para reverter essa balança, o Brasil tem investido pesado para transformação das refinarias, a fim de obter o melhor refinamento do óleo pesado sem necessitar importar mais óleo leve.

A boa notícia é que o Pré-Sal produz petróleo do tipo leve e com sua exploração e desenvolvimento pode gerar uma enorme economia para o país.

Por outro lado, como é de conhecimento público a corrupção escancarada pela Lava Jato na Petrobras prejudicou e muito o crescimento do Brasil, retardando o processo de independência petrolífera.

Seja como for, devido à extensão continental do Brasil algumas dificuldades vão permanecer, como a distribuição por meio de oleodutos, gasodutos, caminhões, trens e embarcações.

A região norte, por exemplo, está muito afastada dos principais centros de distribuição, o que implica muitos gastos com o transporte de combustível. Ao menos nestes casos, a importação ainda continua sendo a melhor solução.

Outro fator que também favorece a importação, é que a Petrobras, desde 2017, já não estabelece o preço dos combustíveis, baseando agora de acordo com o valor internacional.

Diante deste quadro, a concorrência ficou aberta e as empresas do exterior podem oferecer combustível a preço mais competitivo, viabilizando a importação.

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