Por Alan Corrêa / 07/07/2026

Fiat Uno Mille 2013 ou Novo Uno 2021: qual usado vale mais em 2026?

O Fiat Uno virou carro popular porque nunca prometeu luxo. Prometeu resolver a vida com pouco dinheiro, pouco espaço e uma mecânica que qualquer oficina conhece.

O Mille é o Uno antigo em sua forma mais direta. Leve, simples e barato de manter, ele ainda atrai quem quer gastar pouco e fugir de dor de cabeça.

O motor Fire deu sobrevida ao Mille a partir de 2001. Não deixou o carro forte, mas tornou o conjunto mais econômico, conhecido e fácil de reparar.

O Mille Economy levou essa lógica ao limite. Com motor 1.0 flex, câmbio manual e peso baixo, fazia muito com pouco, mas cobrava em conforto e ruído.

O Novo Uno chegou em 2010 sem apagar o Mille. Ficou mais largo, moderno e confortável, com versões Vivace, Way, Attractive e Sporting.

O Novo Uno 1.0 serve bem na cidade, mas sente peso com ar-condicionado, passageiros e subida. O 1.4 e o 1.3 Firefly deixam o carro mais solto.

Dualogic e GSR exigem atenção. São câmbios automatizados de uma embreagem, mais baratos nos anúncios, mas caros se houver falha em atuador ou embreagem.

No Mille, a compra pede olho em vazamentos, arrefecimento, ferrugem e correia dentada. A fama de resistente não salva carro maltratado.

No Novo Uno, os alertas passam por ar-condicionado, maçanetas, travas, direção, suspensão, luz de injeção e relatos de trinca no eixo traseiro.

Em 2026, o Mille faz sentido pelo custo baixo. O Novo Uno manual é melhor para uso diário, família e conforto, desde que esteja bem conservado.