O BYD D1 começou a circular em São Paulo em 2022, chamando a atenção de quem anda pelas ruas da capital paulista. O veículo elétrico foi pensado para atender exclusivamente motoristas de aplicativo, não sendo disponibilizado para venda ao público em geral. Desde que chegou ao Brasil, o D1 tem sido visto como uma alternativa para quem trabalha com transporte de passageiros.
Pontos Principais:
O modelo é fruto de uma parceria entre a montadora chinesa BYD e a empresa de mobilidade DiDi Chuxing, dona da 99. Essa união visava oferecer um carro específico para quem atua como motorista de aplicativo. Mesmo com toda a estrutura pensada para o trabalho, a produção do BYD D1 chegou ao fim e o veículo não está mais disponível para locação ou compra novo.
Quem já teve a oportunidade de utilizar o carro, ou mesmo observar de perto, percebe que o modelo não aparece mais no site da marca. A própria BYD informou que a produção do D1 na China foi encerrada e, por isso, não há expectativa de retorno ao mercado brasileiro. Apesar de não ser mais possível comprar novo, o D1 ainda pode ser encontrado em sites de venda de usados, como o Webmotors, com preços que ficam em torno de R$ 180 mil.
O BYD D1 se destaca por ter um estilo de minivan e contar com porta lateral corrediça, que pode ser aberta eletricamente. O carro tem 4,39 metros de comprimento, 1,85 metro de largura e 1,65 metro de altura. A distância entre eixos é de 2,80 metros, proporcionando um bom espaço interno.
O porta-malas oferece capacidade para 400 litros de bagagem, permitindo que os passageiros viagem de forma mais confortável. A capacidade para transporte é de cinco pessoas, o que se alinha ao propósito de ser um veículo voltado para transporte de passageiros em aplicativos.
O motor elétrico oferece 136 cavalos de potência e torque de 18,3 kgfm. Com uma bateria de 53 kWh, o BYD D1 consegue rodar até 258 quilômetros com carga completa, de acordo com o ciclo PBEV. A velocidade máxima do carro é limitada a 130 km/h.
Para dirigir o BYD D1, o motorista precisava estar cadastrado na plataforma 99. O carro não era vendido, apenas alugado diretamente pela 99 para quem atua como motorista de aplicativo. O valor mensal do aluguel ficava em torno de R$ 5.500 e incluía um limite de quilometragem mensal de 6 mil quilômetros.
O aluguel do BYD D1 oferecia um custo de operação mais baixo, segundo a plataforma, com redução de até 80% nos gastos com combustível em comparação a um veículo a combustão. Essa economia era vista como uma vantagem competitiva para os motoristas que optavam pelo modelo.
O D1 contava com equipamentos importantes para a segurança dos ocupantes. O modelo traz airbags frontais e laterais, além de recursos como câmera traseira, alerta de mudança de faixa, frenagem automática de emergência, alerta de ponto cego e alerta de tráfego traseiro.
No interior, o motorista tinha acesso a itens como ar-condicionado automático de duas zonas, chave presencial, freio de estacionamento elétrico, controle de velocidade adaptativo e volante multifuncional. A central multimídia oferecia espelhamento de tela, facilitando a integração com dispositivos móveis.
A produção do BYD D1 na China foi encerrada em 2024, segundo a própria BYD. Isso fez com que o modelo deixasse de ser oferecido, tanto no mercado chinês quanto no brasileiro. No Brasil, o D1 teve apenas 23 unidades emplacadas em 2023 e, em 2024, foram apenas 8 unidades, todas no mês de abril.
O fim da produção e o encerramento do modelo no Brasil marcam a primeira retirada de linha de um carro BYD no país. Os outros dois modelos da marca, o SUV Tan e o sedã Han, seguem disponíveis para compra, mesmo que emplacando poucas unidades no período.
Apesar de não estar mais no catálogo oficial, quem busca um BYD D1 encontra opções usadas em sites como o Webmotors, por valores médios de R$ 180 mil, mostrando que o modelo ainda desperta interesse entre quem quer um elétrico para transporte de passageiros.
Fonte: QuatroRodas, CNN e Webmotors.