O carro elétrico que popularizou a BYD no Brasil está mudando. O Dolphin, conhecido pelo visual simpático e pelo preço competitivo, acaba de aparecer em sua nova geração registrada no INPI, o que indica que o modelo renovado chegará em breve ao país. Mas o que antes era apenas um hatch urbano agora se transforma em algo mais sofisticado — e até inusitado. A marca chinesa adicionou tecnologia, conforto e uma dose de ousadia com uma pequena geladeira embutida no console central.
A nova frente é o primeiro sinal dessa evolução. Os faróis agora têm um desenho mais fino, acompanhados por para-choques de linhas orgânicas e uma grade inferior mais larga, que dá sensação de robustez. O Dolphin também cresceu: ganhou 17 centímetros e agora chega a 4,29 metros de comprimento, o que melhora a estabilidade e aumenta a segurança em colisões. Na traseira, o nome “Build Your Dreams” sai de cena, abrindo espaço para o discreto logotipo “BYD”, reforçando a maturidade do design.
O interior, porém, é onde o carro muda de patamar. O painel foi redesenhado e perdeu o nicho aberto sob a multimídia, substituído por um compartimento fechado. A central multimídia de 12,8” continua giratória, mas agora traz conectividade 5G e iluminação ambiente personalizável. O quadro de instrumentos digital passou de 5 para 8,8 polegadas, e o novo volante ganhou um toque de carro premium. No centro do console, o espaço antes ocupado pelos botões de câmbio deu lugar a algo que poucos esperavam: um mini refrigerador capaz de manter bebidas geladas ou aquecidas, perfeito para quem passa o dia dirigindo.
Sob o capô, o Dolphin também amadureceu. Além das versões já conhecidas no Brasil — 95 cv no modelo de entrada e 204 cv no Plus —, a BYD incluiu uma intermediária de 177 cv, importada do Yuan Pro. A bateria menor cresceu ligeiramente para 45,1 kWh, e a maior, de 60,5 kWh, passou a aceitar recarga mais potente, reduzindo o tempo de 30% a 80% para apenas 25 minutos. Isso torna o hatch mais prático para quem depende da agilidade de recarregar em viagens curtas ou no uso urbano intenso.
Na China, o modelo recebeu o avançado pacote de segurança “God’s Eye”, com câmeras e radares que criam uma visão 360° ao redor do veículo. O sistema inclui controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma e monitoramento de faixa. Ainda não há confirmação se o pacote virá completo ao Brasil, mas a expectativa é que a BYD mantenha ao menos parte desses recursos para reforçar sua imagem de marca tecnológica e segura.
O registro do novo Dolphin no INPI é mais do que uma formalidade: é o prenúncio de uma nova fase da BYD no país. A marca já monta o Dolphin Mini, o King e o Song Pro em Camaçari (BA), mas deve continuar importando o hatch principal da China. O foco, agora, é consolidar a liderança entre elétricos e oferecer ao consumidor brasileiro um carro urbano com alma de premium — algo que o novo Dolphin entrega com sobras.
Mais do que um facelift, o novo Dolphin é um recado claro da BYD: os carros elétricos não precisam ser frios, caros ou impessoais. Eles podem ser práticos, divertidos e, sim, ter espaço para uma garrafinha gelada no meio do trânsito de fim de tarde.
Fonte: Mobiauto, Itatiaia e QuatroRodas.