BYD Song Pro 2026 estreia com bateria ampliada e passa a prometer até 220 km rodando só no modo elétrico, segundo ciclo chinês, elevando o patamar dos SUVs híbridos plug-in no mercado e mudando, na prática, a forma como esse tipo de carro pode ser usado no dia a dia urbano.
A nova geração do utilitário esportivo foi apresentada oficialmente na China e chega com uma mudança que vai além do design. O pacote técnico foi retrabalhado para permitir que boa parte dos deslocamentos diários seja feita sem que o motor a combustão precise entrar em ação, algo que, até pouco tempo, era mais discurso de marketing do que realidade concreta.
O salto vem principalmente da nova bateria, que cresce de 18,3 kWh para 26,6 kWh. No padrão chinês de medição, isso se traduz em autonomia elétrica declarada de 220 km, contra 133 km do modelo anterior. Mesmo com a tradicional diferença entre ciclos de homologação, o ganho é relevante e indica que, no Brasil, o Song Pro deve superar com folga a marca dos 100 km sem consumir gasolina.
Na prática, isso muda o papel do carro. Em deslocamentos urbanos, ida ao trabalho, escola, compras e compromissos cotidianos passam a ser feitos, na maior parte do tempo, em silêncio e sem queimar combustível. O motor a combustão deixa de ser protagonista e vira apoio para viagens longas ou quando a carga da bateria se esgota.
| Versão | Bateria | Autonomia elétrica (ciclo chinês) | Referência no Brasil (PBEV) |
|---|---|---|---|
| Song Pro anterior | 18,3 kWh | 133 km | 68 km |
| Song Pro 2026 | 26,6 kWh | 220 km | Acima de 100 km (estimado) |
O conjunto híbrido segue a fórmula já conhecida da BYD, com motor 1.5 aspirado trabalhando em conjunto com a unidade elétrica, somando 163 cv. A diferença agora está menos na potência e mais na forma como essa energia pode ser usada, privilegiando longos trechos em modo elétrico, algo que aproxima o Song Pro da experiência de um carro 100% elétrico no uso urbano.
Outro ponto que reforça essa proposta é o avanço nos sistemas de assistência. A marca atualizou o pacote de condução semiautônoma, batizado de God’s Eye C, com sensores mais precisos e integração mais eficiente entre os auxílios. Soma-se a isso um controle eletrônico específico para situações de estouro de pneu em alta velocidade, recurso raro mesmo em modelos de categorias superiores.
Por dentro, segundo o Terra, a mudança de tom também é clara. A cabine passa a oferecer acabamento mais claro, bancos com ventilação e aquecimento e até um pequeno compartimento refrigerado sob o console central, soluções que ajudam a construir uma sensação de carro mais sofisticado e confortável no uso diário.
No visual, a dianteira foi redesenhada com faróis interligados por uma barra cromada e para-choque de linhas mais esportivas. As rodas ganharam novo desenho e a traseira manteve o conjunto de lanternas unidas por uma faixa iluminada, preservando a identidade já conhecida do modelo. As dimensões seguem inalteradas, com 4,73 m de comprimento e 2,71 m de entre-eixos.
Além da evolução técnica, o Song Pro carrega um peso estratégico para o mercado brasileiro. Ele está entre os modelos confirmados para produção na fábrica da BYD em Camaçari, Bahia, a partir de 2026, ao lado do Dolphin Mini, do sedã King e do Song Plus. A expectativa é que o SUV híbrido também adote tecnologia flex, adaptando o conjunto ao combustível nacional.