Germán Cano teve uma atuação participativa e persistente no primeiro tempo da partida entre Fluminense e Palmeiras, nesta noite de quarta-feira, no Maracanã. O atacante argentino foi o responsável por abrir o placar aos 35 minutos, convertendo pênalti sofrido por Freytes após cruzamento de Soteldo. Cano deslocou Weverton e fez a festa da torcida tricolor.
Antes do gol, Cano já havia aparecido em alguns lances ofensivos. Aos 24 minutos, por exemplo, dominou no peito no bico da grande área e finalizou de primeira, embora sem direção. Também participou de disputas aéreas com os zagueiros Micael e Gustavo Gómez e se movimentou constantemente para abrir espaços, principalmente quando o time tentou acelerar o jogo pelas laterais.
Desde que chegou ao Fluminense, Cano se tornou uma peça-chave do ataque. O faro de gol, a presença constante na área e a frieza em cobranças como a desta noite explicam sua rápida identificação com a torcida e o clube. Ele soma temporadas consecutivas com números expressivos, sendo figura constante nas artilharias nacionais.
Natural de Posadas, na Argentina, Cano construiu sua carreira entre altos e baixos até alcançar estabilidade no futebol brasileiro. Teve passagem de destaque pelo Independiente Medellín, na Colômbia, antes de desembarcar no Vasco, onde chamou atenção com sua média de gols. Em seguida, aceitou o desafio de vestir a camisa do rival Fluminense, onde consolidou sua trajetória.
Fora dos gramados, Germán Cano é conhecido por seu perfil reservado e familiar. É casado e costuma compartilhar momentos com o filho Lorenzo, que frequentemente participa das comemorações dos gols no Maracanã. Cano também se envolve em ações sociais discretas e mantém forte ligação com sua cidade natal.
O desempenho de hoje reforça seu papel como atacante de referência no elenco de Renato Gaúcho. Mesmo em um jogo truncado, com poucos espaços, Cano soube aproveitar a chance clara que teve e, até agora, tem feito a diferença no comando de ataque tricolor.