O retorno de um nome conhecido ao mercado brasileiro deve acontecer ainda em 2025, agora com uma proposta voltada à eletrificação. A General Motors confirmou a chegada do novo Chevrolet Captiva EV, modelo que marca a reestreia do nome Captiva com motorização totalmente elétrica. A novidade será importada para o Brasil e deve atuar no segmento de SUVs médios, onde a disputa por espaço tem crescido com a presença de modelos como o BYD Song Plus e o GWM Haval H6.
Pontos Principais:
O modelo será baseado no Wuling Starlight S, desenvolvido pela parceira chinesa da GM, e já está desembarcando em território nacional. O SUV elétrico chega como parte da estratégia da marca para ampliar sua presença no mercado sul-americano de veículos eletrificados. A própria GM declarou que o Captiva EV está entre os cinco lançamentos planejados para este ano e que sua proposta atende a uma demanda por SUVs espaçosos com propulsão limpa.
Ainda sem preço definido ou versões detalhadas, o novo Captiva EV já foi registrado visualmente em solo brasileiro. A marca divulgou imagens do lote inicial no porto e vídeos nas redes sociais que evidenciam o modelo em versão final, sem camuflagem, com elementos visuais compatíveis com a linguagem global de design da Chevrolet.
A carroceria do novo Chevrolet Captiva EV segue as proporções do Wuling Starlight S, com 4,74 metros de comprimento, 1,89 metro de largura, 1,68 metro de altura e entre-eixos de 2,80 metros. As medidas posicionam o modelo entre os maiores da categoria, superando inclusive alguns concorrentes híbridos em espaço interno e presença visual.
A dianteira adota faróis mais estreitos e grade frontal com a tradicional gravata da marca. A traseira conta com acabamento simplificado, com emblemas que indicam a identidade Chevrolet, substituindo os logotipos do modelo chinês. O visual segue a tendência de superfícies limpas e linhas horizontais.
No mercado chinês, o Captiva EV é oferecido em diferentes opções de acabamento externo, mas ainda não há confirmação sobre quais versões estarão disponíveis no Brasil. No vídeo institucional da marca, o modelo aparece com pintura preta, sugerindo essa cor como padrão inicial por aqui.
No interior, o Chevrolet Captiva EV deve repetir o layout do modelo chinês, com painel dominado por uma central multimídia em tela flutuante. A interface concentra funções de entretenimento, navegação e configurações do veículo. A proposta é reduzir os comandos físicos e organizar as funções em uma interface digital central.
As imagens reveladas sugerem acabamento interno escuro, provavelmente adotado como padrão na configuração destinada ao mercado brasileiro. Na China, o modelo oferece outras opções de cores e texturas, incluindo tons mais claros como bege e branco, e variações em marrom.
Entre os itens de tecnologia embarcada, o veículo traz soluções voltadas à conectividade e controle digital, mas ainda não há lista oficial dos equipamentos que estarão disponíveis no Brasil. A expectativa é que o Captiva EV inclua itens como conexão sem fio, integração com smartphones e assistentes virtuais.
O conjunto motriz do novo Captiva EV é composto por um motor elétrico de 150 kW, equivalente a 204 cv, com torque instantâneo de 31,6 kgfm. Esses números garantem aceleração de 0 a 100 km/h em 8,9 segundos, segundo dados do modelo na China. A velocidade máxima informada é de 175 km/h.
A bateria é do tipo LFP, com capacidade de 60 kWh. No ciclo chinês CLTC, a autonomia é estimada em até 510 km, valor que deve ser inferior nos testes brasileiros do InMetro. A expectativa é de que os números oficiais sejam divulgados próximos ao lançamento comercial no país.
O modelo permite recarga completa em até 10 horas em carregadores de corrente alternada com potência de 6,6 kW. Em estações de carga rápida com corrente contínua, o sistema recupera de 30% a 80% da carga em aproximadamente 20 minutos, embora a potência máxima não tenha sido especificada.
O Chevrolet Captiva EV chega para competir com modelos híbridos e elétricos em expansão no Brasil. Entre os principais rivais estão o BYD Song Plus, que atua com propulsão híbrida plug-in, e o GWM Haval H6, também híbrido. Ambos ocupam o segmento de SUVs médios com foco em tecnologia e eficiência.
A escolha de reutilizar o nome Captiva representa um resgate de valor histórico para a marca. O modelo anterior, vendido até o início da década passada, se destacou com versões V6 e 2.4 aspirada, derivadas do Opel Antara europeu. Agora, a proposta é totalmente diferente, focando em eletrificação e mobilidade urbana.
O Captiva EV será importado da China, seguindo a estratégia adotada pela GM em outros modelos como o Spark EUV, que também utiliza plataforma de origem chinesa e nome conhecido do público brasileiro.
A volta do Captiva integra o plano de expansão da GM na eletrificação da frota oferecida na América do Sul. A fabricante confirmou cinco lançamentos elétricos para 2025 e pretende ampliar seu portfólio com modelos de diferentes tamanhos e perfis.
A produção do Captiva EV é feita em parceria com a Wuling, uma das marcas da joint-venture SAIC-GM na China. O modelo será exportado pronto para o Brasil, sem nacionalização de componentes ou montagem local. Isso pode impactar no preço final e nos custos de manutenção, ainda não divulgados.
A General Motors aposta em nomes familiares para reforçar sua presença no mercado de elétricos. O mesmo caminho foi adotado com o Spark, cuja nova versão elétrica deverá ser chamada Spark EUV e atuará em outro segmento. O uso de nomenclaturas conhecidas busca facilitar a aceitação dos novos modelos junto ao público.
Fonte: AutoEsporte, Instagram, AutoPapo, Insideevs e R7.