A concorrência fingiu naturalidade, mas ninguém esperava que a Chevrolet mexesse justamente no nome Sonic, que muita gente considerava morto e enterrado no Brasil.
A verdade é que a Chevrolet tirou da gaveta um projeto que mudaria o rumo do segmento. O Sonic renasce em 2026 como SUV derivado do Onix, carregando um passado turbulento, mas com visual e proposta completamente diferentes.
O motor é o conhecido 1.0 turbo flex de 115 cv e 16,8 kgfm. É o mesmo conjunto que fez o Onix dominar o mercado, agora ajustado para entregar mais suavidade e durabilidade.
O detalhe mais polêmico é a correia banhada a óleo. Ela volta, sim, mas revisada, reforçada e com novos padrões de lubrificação. A GM promete que o pesadelo de desgaste prematuro ficou para trás.
O design muda tudo. Caimento cupê, traseira inspirada no Equinox EV, lanternas horizontais unidas e perfil mais robusto. Tudo isso aproxima o Sonic de modelos que custam bem mais.
E não para por aí. O porta malas deve crescer graças ao novo formato traseiro. As portas são compartilhadas com o Onix, reduzindo custo de fabricação, mas o acabamento interno sobe de nível com novos revestimentos e painel remodelado.
A produção em Gravataí garante volume e disponibilidade, dois fatores que pressionam os rivais antes mesmo do lançamento.
Aqui o jogo fica sério. O Chevrolet Sonic 2026 chega mirando diretamente o Fiat Pulse, que vem sofrendo críticas de preço e acabamento. O Chevrolet acerta onde o Pulse falha: segurança completa sem depender de versões mais caras.
O pacote inclui seis airbags, controle de estabilidade, alerta de colisão, assistente de rampa e frenagem automática. Isso cria um contraste direto com a estratégia da Fiat de segmentar equipamentos.
O Volkswagen Tera também entra na mira. Mesmo sendo o “SUV novo da VW”, ele perde no impacto visual. O Sonic chega mais cupê, mais moderno e mais agressivo no design.
Além disso, a promessa de porta malas maior deixa o Tera para trás na questão prática, algo que pesa no uso diário e na decisão de compra.
Outro ponto que incomoda os rivais é o interior. O Sonic usa a base do Onix, mas o acabamento vai além, com texturas inéditas e sensação de carro mais caro, mesmo sem elevar tanto o preço final.
A verdade é que tanto Pulse quanto VW Tera podem sentir o golpe. O nome Sonic pode ter sido rejeitado no passado, mas a narrativa de renascimento é forte e cria curiosidade imediata.
Aqui está a parte que realmente tira o sono das montadoras. Ainda sem valores oficiais, o Sonic deve ficar entre Pulse e Tracker, criando um “vácuo” perigoso para a concorrência.
Se vier barato, vira oportunidade única. A GM sabe que pode atrair quem quer um SUV nacional com visual cupê sem pagar preços de segmento superior.
Se vier mais caro, a Chevrolet vai justificar com segurança, design moderno, acabamento aprimorado e produção local. Tudo isso vira argumento para empurrar o valor lá para cima sem culpa.
Para melhorar para o consumidor, versões manuais devem existir nas variantes de entrada, criando um preço base mais amigável. Já as automáticas, de seis marchas, devem ser as mais vendidas e servir de vitrine.
O grande ponto é simples: o Sonic é pensado para caber no bolso, mas não para parecer “básico”. A GM quer impacto visual de carro grande pelo preço de carro compacto.
Não é exagero dizer que esse posicionamento pode derrubar vendas de concorrentes diretos e até desestabilizar modelos que não esperavam um novo rival nessa faixa.
O Sonic retorna com visual de respeito, motor conhecido, interior renovado e uma estratégia ousada da Chevrolet. Mas será que o público vai aceitar o nome que um dia virou meme?
Ou o Sonic 2026 vai aproveitar o efeito surpresa e virar o próximo queridinho do mercado?
Você arriscaria colocar seu dinheiro nesse renascimento? Ou prefere esperar ver se a GM realmente acertou a mão desta vez?
Fonte: AutoEsporte, Chevrolet e Uol.