A nova geração do Fiat Fastback foi flagrada em testes na Suécia e representa uma guinada estratégica da marca italiana. Diferente do modelo atual, que utiliza a base do Fiat Pulse e nasceu como projeto regional para a América Latina, o futuro Fastback será um modelo global, construído sobre a plataforma do Fiat Grande Panda. Essa mudança faz parte do plano da Stellantis de unificar o portfólio da Fiat com foco em maior escala e flexibilidade técnica.
As imagens divulgadas pelo perfil KindelAuto no Instagram revelam um protótipo camuflado, mas com traços já perceptíveis. Os retrovisores e as maçanetas são idênticos aos do Panda europeu, e a traseira apresenta um volume disfarçado para esconder o caimento mais acentuado do teto. As linhas do carro sugerem um estilo mais retilíneo, o que representa uma mudança clara em relação ao desenho atual, mais arredondado.
O novo Fiat Fastback faz parte de uma série de modelos que a marca pretende lançar utilizando a plataforma Smart Car. Essa base modular é a mesma do Citroën C3 e do recém-apresentado Basalt, e permite variações de motorização — de opções a combustão até conjuntos híbridos e 100% elétricos. A intenção da Fiat é tornar o Fastback, o Pulse e até a picape Strada modelos globais, adaptados apenas em design e acabamento de acordo com o mercado.
A primeira exibição do conceito do novo Fastback aconteceu em fevereiro de 2024, quando a Fiat revelou quatro estudos de design inspirados no Panda: uma picape, dois SUVs e um cupê fastback. O modelo que será lançado na Europa deve seguir de perto esse visual, com destaque para os faróis e lanternas em LED com detalhes pixelados e assinatura visual mais tecnológica.
Embora ainda camuflado, o modelo aparenta ter dimensões semelhantes às do Citroën Basalt, o que indica que deve manter o porte intermediário do Fastback atual. O lançamento comercial na Europa está previsto para 2026, com apresentação oficial ainda em 2025. Para o Brasil, a chegada do novo SUV cupê deve ocorrer somente em 2027, aproveitando o ciclo natural de renovação do modelo.
A adoção da base do Panda é uma das decisões mais relevantes da Fiat nos últimos anos. Além de permitir versões eletrificadas, a plataforma compartilha componentes com outros modelos do grupo Stellantis, reduzindo custos e aumentando a competitividade global. Isso também reforça a tendência de substituir os antigos projetos regionais por veículos integrados a uma estratégia mundial.
Mesmo com o alinhamento global, a Fiat pretende manter certa identidade local em seus veículos, especialmente na configuração de equipamentos e motorização. A marca confirmou que o projeto terá liberdade para ajustes específicos nos mercados onde for vendido, respeitando demandas como conectividade, segurança e tipo de combustível.
Fonte: Vrum, QuatroRodas e Terra.