O Ford Everest deve finalmente desembarcar no Brasil em 2026, após meses de expectativa e movimentações estratégicas da montadora. O SUV já foi lançado na Argentina e apresenta características técnicas que o colocam como forte concorrente em um dos segmentos mais disputados do mercado nacional: o de utilitários esportivos grandes e com vocação off-road.
Na configuração vendida no país vizinho, o Everest utiliza um motor 2.3 turbo a gasolina, com potência de 300 cavalos e câmbio automático de 10 marchas. A marca também disponibiliza variantes com motorização turbodiesel — tanto com quatro quanto com seis cilindros — e há grande expectativa de que essas opções também sejam mantidas na futura versão brasileira, o que pode agradar públicos distintos.
Outro ponto técnico relevante é a plataforma sobre longarinas, a mesma usada na picape Ford Ranger. Essa escolha de arquitetura garante ao Everest uma estrutura mais robusta, preparada para uso severo em trilhas, estradas de terra e regiões com acesso limitado. O sistema de tração 4×4 com reduzida e bloqueio de diferencial central reforça essa proposta voltada à resistência e ao desempenho em terrenos difíceis.
A presença do Everest na América do Sul foi oficializada no ano passado, quando a Ford apresentou o modelo em General Pacheco, na Argentina. A previsão é de que a venda no mercado argentino comece ainda em 2025. O Brasil, por sua vez, aparece como próximo passo natural, tanto pelo perfil do público quanto pela viabilidade logística facilitada pela proximidade entre os dois países.
Inicialmente, a Ford cogitou importar o modelo diretamente da Tailândia, onde o Everest é produzido. No entanto, os custos e a distância tornaram a alternativa argentina mais atrativa. Caso a produção no país vizinho se confirme, a distribuição no mercado brasileiro se torna não apenas mais ágil, como também mais competitiva em termos de preço final ao consumidor.
O mercado de SUVs grandes no Brasil é tradicionalmente dominado por nomes como Toyota SW4 e Chevrolet Trailblazer. Com a chegada do Everest, a Ford pode alterar esse cenário e voltar a competir com força nesse nicho específico. Trata-se de um movimento estratégico que visa preencher uma lacuna deixada após a saída de linha do EcoSport e a reformulação do portfólio nacional da montadora.
O Everest, portanto, carrega não apenas o peso de ser um produto global de alto desempenho, mas também a responsabilidade de ampliar a presença da Ford no Brasil num momento em que o consumidor exige mais tecnologia, potência e versatilidade em seus veículos. A proposta é clara: oferecer um SUV que une força, conforto e sofisticação mecânica sem abrir mão da tradição off-road da marca.
Fonte: Newsmotor, QuatroRodas e AutoEsporte.