A Honda confirmou a chegada do Prelude híbrido ao Brasil em 2026, com 203 cv, e avança na atualização do City, que passa a ter câmbio CVT de sete marchas e mudanças no interior.
Na prática, a marca trabalha em duas frentes bem diferentes: um carro de imagem, pensado para reposicionar discurso e atrair atenção, e um modelo de volume que precisa seguir competitivo no uso diário e no bolso do consumidor brasileiro.
O Prelude volta ao país longe da nostalgia vazia. A Honda resgata o nome, mas muda completamente a proposta. O cupê retorna como híbrido e assume um papel que a marca não exercia há anos no Brasil, o de vitrine tecnológica com apelo emocional claro. O perfil baixo, o desenho esportivo e a configuração 2+2 deixam evidente que não é um carro pensado para família, e sim para quem ainda gosta de dirigir e ser visto.
O conjunto híbrido e:HEV reúne um motor 2.0 aspirado e dois motores elétricos, com potência combinada de 203 cv e torque de 32,1 kgfm. Um dos elétricos atua como gerador, enquanto o outro é responsável por mover o carro. No trânsito, a entrega tende a ser suave; quando o pé pesa, a resposta aparece de forma mais imediata. A Honda também promete o recurso S+ Shift, que simula trocas para dar mais envolvimento ao volante, algo pensado para quem sente falta de interação em híbridos tradicionais.
A estreia do Prelude está prevista para o segundo semestre de 2026, como a Honda revelou. Ele não nasce para disputar volume nem brigar por liderança, mas para reposicionar imagem. Em um mercado que associa a Honda à confiabilidade e à previsibilidade, o cupê adiciona desejo e conversa com um público que hoje costuma buscar emoção em outras marcas.
Com o Prelude, a Honda reforça discurso tecnológico e emocional. Com o City atualizado, sustenta vendas e presença em um segmento cada vez mais disputado. São movimentos distintos, mas complementares.