O lançamento do Honda WR-V 2026 marcou o retorno da marca japonesa a um dos segmentos mais competitivos do mercado. Em apenas cinco dias, o SUV compacto registrou mil unidades vendidas no Brasil, uma média de 200 carros por dia. O desempenho inicial sugere que o modelo pode ultrapassar seis mil emplacamentos no mês, caso o ritmo de procura se mantenha nas concessionárias.
Com preço inicial de R$ 144.900 na versão EX e R$ 149.900 na EXL, o WR-V chega para ocupar um espaço estratégico na linha da Honda, posicionado abaixo do HR-V. A proposta é oferecer uma opção de SUV acessível, moderna e com o mesmo padrão de confiabilidade que consagrou a marca entre os consumidores brasileiros.
Produzido em Itirapina, no interior de São Paulo, o modelo utiliza a mesma base mecânica do Honda City. Sob o capô, está o motor 1.5 flex aspirado de 126 cavalos, associado ao câmbio automático CVT, que privilegia o conforto e a eficiência. O conjunto é conhecido pelo equilíbrio entre desempenho e consumo, um dos fatores decisivos para o público que busca versatilidade no uso urbano.
O interior reflete a evolução da Honda em ergonomia e tecnologia. O painel abriga uma central multimídia de 10 polegadas com espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay, além de conectividade fluida e interface intuitiva. O pacote de segurança Honda Sensing é de série, incluindo frenagem autônoma, assistente de permanência em faixa e controle de cruzeiro adaptativo.
Na versão EXL, a mais completa, o SUV adiciona itens que reforçam sua proposta de conforto e requinte. Carregador por indução, bancos em couro, barras longitudinais no teto, faróis de neblina em LED e apoio de braço central estão entre os equipamentos de série, consolidando o WR-V como um dos modelos mais equipados de sua categoria.
As vendas oficiais começam em 1º de novembro, quando as concessionárias iniciarão os test drives. O interesse antecipado reflete o acerto da Honda em ajustar o produto às expectativas do consumidor, especialmente em um momento em que o público busca SUVs compactos com custo-benefício real e manutenção previsível.
A comparação com o HR-V é inevitável. Enquanto o modelo maior vende cerca de cinco mil unidades mensais, o WR-V surge como um complemento de portfólio, capaz de atrair novos compradores sem canibalizar o irmão mais caro. Se o desempenho comercial inicial se confirmar, o novo SUV poderá se tornar um dos principais pilares da marca no país nos próximos meses.