O novo Honda WR-V 2026 chega ao mercado brasileiro com a missão de reposicionar a marca no segmento de SUVs compactos. Produzido com foco na eficiência e no custo-benefício, o modelo surge em meio a uma disputa acirrada com marcas como Volkswagen, Renault e Toyota, oferecendo espaço interno generoso e um pacote de equipamentos digno de categorias superiores. O lançamento marca um novo ciclo de investimento da montadora japonesa no país, com planos de injetar mais de R$ 4 bilhões até 2030 para modernizar sua operação e enfrentar o avanço das montadoras chinesas.
A chegada do WR-V representa mais do que uma renovação de produto — é uma estratégia de sobrevivência da Honda no mercado de SUVs, o tipo de carro mais vendido no Brasil. Com preços abaixo de R$ 150 mil, o modelo se posiciona como alternativa entre o City e o HR-V, prometendo atrair consumidores que buscam um utilitário compacto sem abrir mão de conforto, tecnologia e design. Ao contrário do antigo “Fitão”, o novo WR-V é um projeto inédito e completo, que busca redefinir o papel da Honda no país.
Com design robusto, interior reformulado e o já conhecido motor 1.5 flex aspirado, o SUV aposta em equilíbrio entre desempenho e eficiência. O conjunto mecânico é o mesmo das linhas City e HR-V, mas com ajustes que priorizam conforto urbano e consumo otimizado. A linha 2026 chega para competir diretamente com o Volkswagen Tera, Renault Kardian, Toyota Yaris Cross, além de encostar em modelos como VW T-Cross e Hyundai Creta.
O WR-V chega para ocupar o espaço entre o hatch City e o SUV HR-V, com versões EX e EXL. Os preços variam de R$ 144.900 a R$ 149.900, mantendo uma margem estratégica para não sobrepor o restante do portfólio da marca. A Honda tenta, com isso, criar uma progressão natural para o cliente que deseja subir de categoria dentro da própria marca.
A configuração atual dos SUVs da Honda no Brasil mostra um portfólio bem distribuído: o WR-V cobre a faixa inicial, seguido pelo HR-V, que parte de R$ 163.200, o ZR-V por R$ 214.500 e o CR-V por R$ 352.900. A marca, assim, tenta atender diferentes perfis de público sem canibalizar suas próprias vendas.
O modelo é produzido com foco em ergonomia e espaço, características cada vez mais valorizadas pelo consumidor brasileiro. Mesmo sendo 6 centímetros mais curto que o HR-V, o novo WR-V possui entre-eixos maior (2,65 m contra 2,61 m) e porta-malas de 458 litros — 22% superior ao do irmão maior. Esse diferencial é um dos pontos que a Honda aposta para conquistar famílias e motoristas que priorizam espaço.
No segmento, o Honda WR-V 2026 deve encarar rivais com apelo semelhante, mas propostas distintas. Volkswagen Tera e Renault Kardian focam em preço e tecnologia, enquanto o Toyota Yaris Cross investe em eficiência híbrida. A Honda aposta na confiabilidade e no pacote de equipamentos.
Visualmente, o WR-V 2026 se afasta completamente da geração anterior. O modelo adota proporções mais imponentes, com capô elevado e grade larga com acabamento cromado, transmitindo robustez. As linhas retas da dianteira e os faróis full LED em formato de “sobrancelha” reforçam a identidade visual da nova geração da marca. Na traseira, as lanternas conectadas por uma barra horizontal criam a impressão de largura, um recurso comum em SUVs modernos.
A silhueta lateral privilegia o espaço interno, e as rodas de 17 polegadas com acabamento bicolor são de série em ambas as versões. A altura de 1,65 m contribui para a boa posição de dirigir e melhor aproveitamento do espaço de cabine, enquanto o comprimento total de 4,32 m o coloca no limite entre os subcompactos e os compactos.
A percepção de tamanho é reforçada pela dianteira elevada e pelo friso cromado que atravessa a grade. Já as laterais têm vincos pronunciados e colunas bem marcadas, criando uma sensação de solidez. A Honda aposta nesse visual mais encorpado para atrair quem considera o City visualmente discreto, mas ainda não pode investir em um HR-V.
Por dentro, o WR-V adota a mesma filosofia de simplicidade funcional dos demais modelos da marca. O painel combina uma tela TFT de 7 polegadas com velocímetro analógico, e o centro é dominado por uma multimídia de 10 polegadas com espelhamento sem fio para Android Auto e Apple CarPlay. Há comandos físicos para o ar-condicionado digital, o que facilita o uso no dia a dia.
Os bancos são confortáveis e o espaço traseiro acomoda dois adultos com folga, além de oferecer saídas de ar e tomadas 12V. Na versão EXL, o pacote inclui bancos e volante revestidos em couro, barras no teto, faróis de neblina, carregador de celular sem fio e o sistema MyHonda Connect, que permite acesso remoto a funções do veículo.
As diferenças entre as versões são pontuais, mas relevantes. A EX já vem bem equipada, com faróis de LED, chave presencial, rodas de liga leve e o pacote de segurança Honda Sensing. A EXL acrescenta conforto e conectividade, tornando-se uma opção mais completa para quem busca um SUV urbano com pegada premium.
Um ponto que ainda pede evolução é o conjunto de conectividade: há apenas duas portas USB tipo A, ambas frontais, e nenhuma USB-C — um detalhe que destoa do público tecnológico que a marca busca alcançar. Mesmo assim, o nível geral de acabamento e o silêncio interno mostram um salto em relação ao antigo WR-V derivado do Fit.
O motor 1.5 DI i-VTEC aspirado de quatro cilindros é o mesmo já conhecido da linha Honda, com 126 cv e torque de até 15,8 kgfm. O câmbio CVT simula sete marchas e prioriza suavidade, mantendo o consumo dentro dos padrões da categoria. Segundo o Inmetro, o WR-V faz 8,2 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada com etanol, ou 12 km/l e 12,8 km/l com gasolina.
A dirigibilidade privilegia o conforto, mas a resposta ao acelerador é suficiente para o uso urbano e viagens curtas. O acerto de suspensão, ligeiramente mais macio que o do HR-V, garante estabilidade sem comprometer o conforto dos ocupantes.
O pacote de segurança é outro ponto alto do SUV. Todas as versões trazem seis airbags, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, Isofix, Top Tether, câmera de ré e sensores de estacionamento. O sistema Honda Sensing complementa o conjunto com tecnologias semiautônomas como frenagem automática, piloto adaptativo, assistente de permanência e alerta de saída de faixa.
Com o novo WR-V, a Honda completa sua linha de SUVs no país e fortalece sua presença no segmento mais competitivo do mercado brasileiro. O modelo promete disputar espaço com os rivais de entrada e conquistar quem busca um SUV acessível com confiabilidade e design atualizado. A estratégia de manter preços abaixo de R$ 150 mil é uma tentativa de conter a pressão das marcas chinesas, que vêm dominando faixas de preço semelhantes.
A expectativa é que o WR-V ganhe participação expressiva no portfólio da Honda, especialmente entre clientes que migrariam do City. A marca aposta que o apelo visual e o espaço interno poderão compensar a menor potência frente a concorrentes turbo.
No médio prazo, espera-se que a Honda amplie o uso de motorização híbrida nas próximas atualizações da linha, seguindo a tendência global. O WR-V, por enquanto, cumpre seu papel como símbolo de uma nova fase da montadora: racional, equilibrada e voltada à reconquista do consumidor brasileiro.
O novo Honda WR-V 2026 chega a um dos segmentos mais competitivos do Brasil, o dos SUVs compactos, onde já figuram modelos consolidados como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Renault Kardian. Além deles, o recém-lançado Volkswagen Tera surge como rival direto na faixa de preço e proposta, apostando em tecnologia e design urbano. A Honda busca se destacar ao combinar preço mais acessível com um pacote de equipamentos superior ao dos concorrentes diretos.
Outra frente de disputa vem da Toyota, que prepara o Yaris Cross para estrear no Brasil em 2026. O modelo japonês deve oferecer motorização híbrida e foco em eficiência, trazendo um novo patamar de concorrência para o WR-V. A chegada do Yaris Cross tende a elevar o nível de exigência entre os SUVs compactos, pressionando marcas tradicionais a oferecer mais tecnologia e segurança.
O Honda WR-V, com suas versões EX e EXL, se posiciona como opção racional dentro desse cenário. Ao combinar espaço interno generoso, conforto e motor 1.5 flex com câmbio CVT, o SUV aposta em um equilíbrio entre custo e benefício. Essa estratégia busca atrair consumidores que procuram um veículo prático para o dia a dia, mas com o visual e a robustez que o público espera de um verdadeiro SUV.