Honda WR-V inicia 2026 com aumento de preços, ultrapassa os R$ 150 mil na versão topo e já registra fila de espera mínima de 30 dias nas concessionárias.
O movimento confirma algo que o mercado já vinha sinalizando desde o fim de 2025: o novo B-SUV da Honda não é apenas uma novidade de catálogo, mas um produto que caiu no gosto do público urbano e familiar. Posicionado entre o City e o HR-V, o WR-V assumiu com rapidez o papel de porta de entrada da marca no universo dos utilitários esportivos e, em poucas semanas, passou de lançamento promissor a carro com demanda acima da oferta.
O reajuste foi de R$ 2.110 em toda a linha, suficiente para empurrar a versão mais completa para além da barreira simbólica dos R$ 150 mil. Mesmo assim, o interesse não arrefeceu. Pelo contrário: compradores da pré-venda já começam a receber seus carros, enquanto novos pedidos enfrentam prazo mínimo de cerca de um mês, algo incomum para um modelo recém-chegado a um segmento tão concorrido.
| Versão | Preço |
|---|---|
| WR-V EX | R$ 147.100 |
| WR-V EXL | R$ 152.100 |
Na prática, o WR-V ocupa um espaço que muitos consumidores esperavam da Honda: um SUV com porte de família, porta-malas generoso e visual atual, mas sem os preços já elevados do HR-V. Suas dimensões ajudam a explicar o apelo. São 4,32 m de comprimento, 2,65 m de entre-eixos e um compartimento de bagagens de 458 litros, maior até que o do irmão mais caro. No uso diário, isso se traduz em mais conforto para quem leva filhos, compras, malas e a rotina inteira no porta-malas.
Sob o capô, a Honda optou por uma fórmula conhecida e confiável: o motor 1.5 DI i-VTEC flex, aspirado, com até 126 cv e 15,8 kgfm de torque, sempre combinado ao câmbio automático CVT com simulação de sete marchas. Não é um conjunto que empolga em arrancadas, mas entrega suavidade no trânsito pesado, respostas progressivas e o tipo de comportamento que agrada quem passa mais tempo em congestionamentos do que em estradas livres.
A ausência de motor turbo ou opção manual deixa claro o foco do WR-V: conforto, previsibilidade e condução tranquila. É o tipo de carro pensado para quem quer subir de um hatch ou sedã compacto para um SUV sem enfrentar a curva de adaptação de modelos mais esportivos ou complexos.
Desde a versão EX, o pacote é coerente com o que o segmento exige hoje:
A versão EXL adiciona itens que pesam na decisão de compra, como bancos com revestimento que imita couro, carregador por indução, faróis de neblina em LED e rack de teto, reforçando o apelo visual e a sensação de carro “completo”.
Outro argumento que ajuda a explicar a fila nas concessionárias é a garantia total de seis anos, sem limite de quilometragem, um diferencial raro entre os SUVs compactos e médios vendidos no Brasil. Para quem pretende ficar mais tempo com o carro ou se preocupa com custo de manutenção no médio prazo, esse fator pesa tanto quanto design ou equipamentos.
Mesmo após o aumento, o WR-V segue abaixo do HR-V em preço e se coloca como alternativa direta para quem busca o primeiro SUV ou quer deixar um hatch ou sedã sem dar um salto financeiro tão grande. O resultado é um produto que, em poucos meses, superou o próprio City em vendas e se transformou em um dos lançamentos mais bem-sucedidos da Honda no país.
Fila de espera e preços acima de R$ 150 mil não costumam combinar com modelos de entrada. No caso do Honda WR-V, essa combinação revela algo mais profundo: a marca acertou o ponto de equilíbrio entre tamanho, imagem, conforto e valor percebido. E o mercado respondeu rápido.