Imagine um hatch elétrico que parece ter saído de uma linha de montagem alienígena, mas que, na real, estreia agora mesmo na Terra — mais precisamente na China. É o MG4, o novo lançamento da MG Motor que promete bater de frente com os queridinhos da geração elétrica. A diferença? Ele vem com uma bateria semissólida que parece coisa de ficção científica, mas é só a próxima etapa da briga por mais alcance e menos dor de cabeça com recarga.
A mágica por trás disso tudo é a célula criada pela QingTao Energy. Eles conseguiram reduzir o eletrólito líquido da bateria para apenas 5%. Isso quer dizer que tem menos líquido inflamável circulando por aí — e mais segurança, segundo a fabricante, que ainda jura de pé junto que o negócio sobrevive até a perfuração 360 graus (algo que você, esperamos, nunca vai testar). O carro entrega 537 km de autonomia, o que já coloca ele no time dos elétricos que não precisam viver grudados na tomada.
O design é uma mistura entre Cyberpunk e cosplay de roadster futurista. Faróis separados, para-choques esculpidos, emblema que brilha como luz de festa em rooftop e duas cores com nomes poéticos: Donglai Purple e Qingbo Green. A segunda ainda vem com pigmento perolado europeu — porque claro que vem. O visual grita “olha pra mim” mesmo se você estiver só parado no semáforo.
Debaixo desse capô cheio de pose, tem um motor elétrico de 120 kW na traseira e uma bateria parruda de 70 kWh. A tração também é traseira, porque por que não? E as medidas mostram que o MG4 é maior que o BYD Dolphin, o atual campeão de simpatia dos compactos elétricos chineses. Então, sim, esse aqui chega com pretensão de estrela indie querendo espaço no line-up principal.
A cereja tecnológica do bolo é o sistema MG×Oppo, que transforma o painel do carro em uma espécie de smartphone estendido. Dá pra falar com ele, mexer com gesto e rodar apps direto da central. Ideal pra quem já vive numa simbiose com o celular. Se isso é uma boa ideia enquanto você dirige? Fica aí a reflexão.
Agora, o plot twist: o preço. Entre 80.000 e 120.000 yuans, o que dá uns R$ 61 mil a R$ 92 mil. Isso mesmo — um carro futurista com bateria experimental custando menos que um SUV automático com ar-condicionado e Wi-Fi da concessionária. A MG Motor sabe disso. O gerente-geral da marca, Chen Cui, foi direto: “Se custar o mesmo que o Dolphin, não tem por que o cliente não escolher o nosso.” Pode até soar arrogante, mas com essa ficha técnica, talvez ele só esteja sendo honesto.