O Nissan Kait aparece nas primeiras imagens completas e concentra a discussão sobre a próxima fase da marca no segmento de SUVs compactos. O modelo será apresentado no dia 2 e chega para ocupar o espaço deixado pelo Kicks Play, que encerra sua trajetória.
A base do Kait é a plataforma V, a mesma usada pelo Nissan Kicks Play. A decisão define o alcance técnico do novo SUV. Colunas A e B, portas, vidros e teto são compartilhados com o veterano. As medidas confirmam isso, com comprimento de 4,30 metros, entre eixos de 2,62 metros e porta malas de 432 litros, praticamente um espelho dimensional do modelo atual.
Essa escolha reduz custos e acelera o processo industrial, mantendo o projeto dentro da capacidade já consolidada em Resende. A operação recebeu investimento de R$ 2,8 bilhões e o Kait é peça central nesse plano. O Brasil estreia o modelo e mais de 20 países da região serão atendidos depois, com destaque para México e Argentina.
Se o esqueleto repete o que já existe, o desenho tenta marcar diferença. A dianteira abandona o padrão do Kicks Play e adota capô mais alto, faróis estreitos e luzes diurnas de LED posicionadas logo abaixo. A abertura inferior mais ampla e os apliques em preto brilhante reforçam amplitude e aproximam o SUV do estilo visto no Ariya e no X Trail.
A traseira segue o mesmo caminho, com lanternas estreitas e seção iluminada integrada à tampa do porta malas. A placa passa para o para choques e o nome Kait aparece abaixo do emblema da Nissan. O objetivo é claro, criar personalidade própria para rivalizar com modelos recentes. O Volkswagen Tera aposta em robustez, o Fiat Pulse usa motores mais fortes e o Renault Kardian avança em conectividade. O Kait tenta compensar a mecânica conhecida com um visual mais atual.
O conjunto mecânico não traz novidades. O SUV usa o motor 1.6 16V do Kicks Play, com 110 cv na gasolina e 113 cv no etanol, além de torque próximo de 15 kgfm. O câmbio CVT é a principal configuração e a marca ainda admite a possibilidade de uma versão manual. A decisão privilegia confiabilidade e repetibilidade industrial, fatores decisivos para exportação em larga escala.
A estreia do Kait deixa claro o movimento da marca. Ele não busca ruptura técnica, nem tenta competir por números absolutos. Seu papel é sustentar presença em um segmento que cresce rápido, renovar a identidade visual da Nissan e aproveitar ao máximo a plataforma que já existe. Dentro dessa lógica, o SUV cumpre a missão pragmática de recolocar a marca no debate com eficiência industrial, design atualizado e objetivo claro de volume.
Fonte: AutoEsporte.