O Renault Boreal desponta como novo protagonista no segmento de SUVs médios no Brasil, carregando ambições e detalhes técnicos que podem redefinir o padrão de concorrência. Com 4,56 metros de comprimento, 1,84 m de largura e entre-eixos de 2,70 m — valores que ultrapassam rivais consagrados — ele já nasce com vantagem de espaço estrutural e visuais imponentes. O porta-malas de 522 litros, além de generoso, torna-se um trunfo competitivo, ampliando-se para impressionantes 1.279 litros com os bancos rebatidos.
A gama de versões será segmentada: entrada, intermediária e topo. A versão de entrada vem equipada com bancos de tecido, ajuste manual, som convencional, pacote ADAS básico e rodas de liga leve de 17 polegadas. O tabuleiro intermediário agrega banco elétrico, revestimento em couro com vinil preto, rodas de 18″, carregador por indução e funções adicionais no pacote de assistências eletrônicas. Na versão principal, espera-se teto solar, bancos com massageadores, som Harman-Kardon, rodas de 19″, iluminação ambiente, câmera 360° e ADAS completos como alerta de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo, assistente de faixa e centralização.
Sob o capô, o Boreal adota o consagrado motor 1.3 TCe turbo flex — já presente no Duster — com 163 cv (etanol) ou 156 cv (gasolina). O torque atinge 27,5 kgfm com etanol e 25,5 kgfm com gasolina. A transmissão é a caixa de dupla embreagem EDC de seis marchas, plataforma compartilhada com o Kardian e uso de embreagens banhadas a óleo. A estrutura de suspensão combina o independente McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira, enquanto os freios são a disco nas quatro rodas.
Em questão de posicionamento de preço, ainda que oficial não divulgado, o Boreal mira faixa entre R$ 200 mil e R$ 250 mil, inserindo-se acima do Kardian e Duster, em disputa direta com modelos como Compass e Corolla Cross. Embora elevado, o valor se justifica pelo pacote tecnológico e espaço interno agressivo.
Há planos para uma variante híbrida flex com sistema de 48 volts, mantendo o bloco 1.3 turbo como base. A produção nacional será feita em São José dos Pinhais, no Paraná, com exportações previstas para até 17 países da América Latina. Para mercados do Mediterrâneo, Europa Oriental e Oriente Médio, a fabricação será conduzida pela planta de Bursa, na Turquia.
A estratégia de posicionamento de mercado conjuga atributos técnicos robustos com apelo emocional: reforça o senso de domínio espacial, enfatiza equipamentos premium em versões superiores e promete adotar tecnologias competitivas para “ameaçar” rivais já consolidados. É um lançamento que não se contenta em ser mais um SUV: é ambicioso, visando atrair quem busca combinação rara de presença, conteúdo tecnológico e usabilidade diária.
Fonte: AutoEsporte e Renault.