O Renault Duster 2014 foi um dos SUVs compactos mais populares do mercado brasileiro, conhecido pelo visual robusto, bom espaço interno e versatilidade para uso urbano ou em estradas de terra. A linha 2014 trouxe diversas versões, tanto com motor 1.6 quanto 2.0, além de opções de câmbio manual e automático, e tração 4×2 ou 4×4, atendendo diferentes perfis de consumidor. Entre os destaques estavam as configurações Dynamique, Expression e Tech Road, que variavam em nível de equipamentos e acabamento.
O modelo manteve a proposta de oferecer um SUV acessível, com altura elevada do solo, bom ângulo de entrada e saída, e conjunto mecânico confiável. Apesar de não ter passado por grandes mudanças estéticas, o Duster 2014 reforçou seu posicionamento no segmento como uma opção robusta e prática, capaz de enfrentar o uso diário e também pequenas aventuras fora do asfalto, especialmente nas versões 4×4.
O Duster 2014 oferecia duas motorizações: 1.6 16V Flex, com 110/115 cv (gasolina/etanol), e 2.0 16V Flex, com 138/142 cv. A primeira era mais indicada para quem prioriza economia, enquanto a segunda garantia desempenho superior, especialmente em rodovias e situações de ultrapassagem.
As transmissões variavam entre câmbio manual de 5 marchas para o 1.6, manual de 6 marchas para o 2.0 4×4, e automático de 4 marchas para algumas versões 2.0. A tração podia ser dianteira (4×2) ou integral (4×4), esta última com seletor eletrônico para alternar entre modos.
Em desempenho, o 2.0 automático acelerava de 0 a 100 km/h em cerca de 11 segundos, enquanto o 1.6 manual levava pouco mais de 12 segundos. A estabilidade era satisfatória para um SUV alto, e a suspensão robusta absorvia bem as irregularidades.
No consumo, o Duster 1.6 manual entregava médias de aproximadamente 7,5 km/l com etanol e 11 km/l com gasolina na cidade, chegando a 9 km/l e 13 km/l respectivamente em rodovia. Já o 2.0 automático ficava na faixa de 6,5 km/l (etanol) e 9,5 km/l (gasolina) na cidade, e 8,5 km/l e 12 km/l em estrada.
Para o dia a dia, a versão 1.6 se mostrava mais econômica, mas ainda assim o tanque de 50 litros garantia autonomia satisfatória. Para viagens com família e amigos, o 2.0 oferecia maior agilidade, especialmente com o carro carregado, compensando o consumo um pouco mais alto.
O conjunto mecânico equilibrava razoavelmente consumo e desempenho, com a vantagem de aceitar tanto gasolina quanto etanol, ampliando as opções de abastecimento em qualquer região.
O Duster 2014 tinha espaço interno generoso para cinco ocupantes, com bom vão para pernas no banco traseiro e largura suficiente para acomodar três passageiros de forma aceitável. As portas grandes facilitavam o acesso, e o porta-malas de 475 litros era um dos maiores da categoria.
Na tecnologia embarcada, algumas versões traziam sistema multimídia MediaNav com tela sensível ao toque e GPS integrado, além de ar-condicionado, vidros e travas elétricas, e direção hidráulica. Em segurança, havia airbags frontais e freios ABS, itens obrigatórios no período.
O acabamento era simples, com predominância de plásticos duros, mas funcional. A posição de dirigir elevada e a boa visibilidade eram pontos positivos, principalmente no trânsito urbano.
Atualmente, o Renault Duster 2014 pode ser encontrado no mercado de usados com valores que variam conforme a versão, estado de conservação e quilometragem. É importante verificar histórico de manutenção, estado da suspensão, sistema de tração (no caso das 4×4) e possíveis vazamentos de óleo.
Um dos grandes trunfos do Duster 2014 é o espaço interno e porta-malas, que se destacam dentro da categoria de SUVs compactos. Isso o torna ideal para famílias e para quem costuma viajar com muita bagagem.
Outro ponto favorável é a robustez do conjunto mecânico. A suspensão elevada e resistente lida bem com ruas esburacadas e estradas de terra, transmitindo confiança para uso misto entre cidade e campo.
A posição de dirigir alta e a boa visibilidade são vantagens no trânsito urbano e nas manobras de estacionamento, passando sensação de controle e segurança ao motorista.
O acabamento interno é simples e não transmite sensação de refinamento. O uso predominante de plásticos duros e o design do painel já pareciam defasados mesmo na época do lançamento.
O consumo das versões 2.0, especialmente com câmbio automático, é relativamente elevado para o porte do carro, o que pode pesar no bolso em uso diário urbano.
Por fim, o isolamento acústico poderia ser melhor. Em altas velocidades ou em pisos irregulares, o ruído de rodagem e do motor é perceptível dentro da cabine.
Fonte: Mobiauto, QuatroRodas, Uol e Vrum.