Um grupo de proprietários e locatários do Toyota Mirai, carro movido a hidrogênio, entrou com uma ação judicial contra a montadora japonesa nos Estados Unidos. Eles alegam que a Toyota fez propaganda enganosa ao afirmar que seria fácil encontrar postos de abastecimento para o veículo. Na prática, a realidade se mostrou muito diferente, gerando frustração e insatisfação entre os consumidores.
As queixas dos usuários do Mirai incluem a escassez de postos de reabastecimento em operação, que obriga os motoristas a percorrer longas distâncias para conseguir abastecer seus carros. Além disso, os altos custos do hidrogênio dificultam ainda mais o uso diário do veículo. Os consumidores afirmam que a autonomia prometida pela Toyota, entre 575 km e 647 km, não condiz com a realidade, o que agrava ainda mais os problemas.
Outro ponto levantado no processo é a indisponibilidade frequente do hidrogênio, que pode ficar fora de serviço por dias seguidos. O processo de reabastecimento também é citado como problemático, com relatos de que pode levar muitas horas devido ao congelamento e travamento das bombas de hidrogênio. Em algumas situações, é necessário esperar até 30 minutos para que o bico da bomba aqueça e permita uma desconexão segura.
Os consumidores também destacam que essas dificuldades estão impactando negativamente o valor de revenda do Toyota Mirai. O carro, lançado em 2015 e com uma segunda geração em 2020, não tem cumprido as expectativas de seus donos, que se sentem enganados pelas promessas da montadora.
A Toyota ainda não se pronunciou sobre o processo, mas os consumidores esperam que a ação judicial possa trazer uma solução para os problemas enfrentados com o Toyota Mirai. A montadora terá que responder às alegações de propaganda enganosa e buscar maneiras de melhorar a infraestrutura de reabastecimento para seus veículos movidos a hidrogênio.
O caso levanta questões importantes sobre a viabilidade de carros movidos a hidrogênio no mercado atual, especialmente em regiões onde a infraestrutura ainda é limitada. Os consumidores esperam que a ação judicial possa levar a mudanças significativas, tanto na comunicação das montadoras quanto na disponibilidade de postos de reabastecimento.
Fonte: UOL.