A Toyota oficializou sua entrada em um dos segmentos mais disputados do mercado brasileiro: o das picapes intermediárias. O projeto, tratado como a “mini Hilux”, nasce com a missão de enfrentar modelos que já conquistaram relevância, como Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage, ampliando a presença da marca no país. A produção nacional está confirmada para a fábrica de Sorocaba (SP), com lançamento previsto para o segundo trimestre de 2026.
A estratégia da montadora parte da plataforma TNGA, base do Corolla e do Corolla Cross, que será adaptada para receber caçamba e cabine dupla. A escolha do monobloco indica uma aposta em comportamento dinâmico mais próximo ao de um SUV, em contraste com as picapes médias tradicionais que utilizam chassi separado. O objetivo é oferecer um produto mais moderno, eficiente e alinhado às exigências urbanas e familiares.
Entre as versões, uma das principais apostas é a configuração híbrida plug-in, que combina motor 2.0 aspirado com ciclo Atkinson a um conjunto elétrico alimentado por bateria de 13,6 kWh. O resultado é uma potência combinada de 223 cv e autonomia de até 50 km no modo 100% elétrico. Essa solução chega acompanhada de câmbio e-CVT, reforçando a proposta de eficiência energética e redução de emissões.
A segunda opção de motorização será um motor 2.0 flex aspirado, com 175 cv e torque de 20,8 kgfm, acoplado a câmbio CVT que simula dez marchas virtuais. Essa configuração deve atender consumidores que buscam preço mais acessível, mantendo a confiabilidade mecânica pela qual a Toyota é reconhecida. Ambas as versões terão posicionamento abaixo da Hilux, abrindo espaço para atrair novos clientes.
Visualmente, a picape seguirá a identidade global da Toyota, marcada por linhas mais modernas, faróis afilados e elementos já vistos em modelos como Prius, RAV4 e Camry. Essa linguagem de design busca transmitir robustez sem perder o refinamento urbano. A combinação de cabine dupla com caçamba adaptada promete entregar equilíbrio entre versatilidade e conforto, característica essencial para se destacar em um nicho competitivo.
Nos Estados Unidos, o modelo também está confirmado, mas apenas para 2027. Lá, a picape será posicionada abaixo da Tacoma e terá como principais rivais a Ford Maverick e a Hyundai Santa Cruz. A expectativa é de preços na faixa de US$ 30 mil, cerca de R$ 165 mil, e volume de vendas entre 100 mil e 150 mil unidades anuais. A Toyota aposta na popularidade das caminhonetes menores no mercado norte-americano para sustentar essa previsão.
No Brasil, a movimentação da Toyota coincide com a preparação de concorrentes como a Volkswagen Tarok, a Renault Niagara e até projetos em desenvolvimento pela BYD. Esse cenário confirma o aquecimento do segmento de picapes intermediárias, que ganhou força desde 2016 com a liderança da Fiat Toro. A entrada da Toyota nesse espaço promete alterar a dinâmica competitiva, apoiada na reputação da Hilux e na credibilidade de sua engenharia.
Fonte: Toyota, R7, UOL e Automaistv.