A Volkswagen confirmou oficialmente que a próxima geração da Amarok será híbrida e chegará ao mercado em 2027. O anúncio foi feito após encontro de executivos da montadora com membros do governo argentino, reforçando o papel estratégico da fábrica de General Pacheco, que receberá US$ 580 milhões em investimentos. A decisão insere a Argentina e o Brasil no mapa da transição energética das picapes médias.
O modelo será desenvolvido sobre a plataforma multienergia da parceira chinesa SAIC, utilizada em modelos como a Maxus Terron. Essa arquitetura permite diferentes soluções de propulsão, incluindo versões híbridas convencionais (HEV), híbridas plug-in (PHEV) e até mesmo variantes totalmente elétricas. No entanto, a Volkswagen já adiantou que a Amarok terá desenho próprio, sem simples adaptação de um produto chinês.
Nos bastidores, o presidente da Volkswagen para a América do Sul, Alexander Seitz, explicou que a escolha da base chinesa também se relaciona a custos. Hoje, a Amarok depende fortemente de componentes importados da Europa, sobretudo o motor V6 turbodiesel e a transmissão automática, ambos cotados em euros. A parceria com a China oferece uma alternativa mais barata e com câmbio controlado pelo governo chinês.
Embora a manutenção do V6 esteja em discussão, a expectativa é de que a nova Amarok adote um motor de quatro cilindros turbodiesel aliado a um sistema híbrido. A aposta é alcançar maior eficiência, reduzir emissões e ao mesmo tempo atingir um público mais amplo, sem perder a robustez que caracteriza a picape. Esse reposicionamento é estratégico para ampliar participação de mercado em um segmento altamente competitivo na região.
A nova geração também será maior em dimensões. Dados da Maxus Terron indicam comprimento de 5,50 metros, largura de 2 metros, altura de 1,86 metro e distância entre-eixos de 3,30 metros. Esse porte aproxima a Amarok de concorrentes como a BYD Shark, revelando uma tendência de crescimento das picapes médias para oferecer mais espaço interno e capacidade de carga.
O interior da base chinesa é marcado por soluções modernas, como duas telas digitais de 12,3 polegadas, mas a Volkswagen já destacou que fará adaptações específicas para a América do Sul. O processo incluirá calibração própria de suspensão, altura do solo e sistemas de infotainment, desenvolvidos no Brasil para atender às demandas do consumidor local.
Com essa estratégia, a marca alemã busca equilibrar inovação e viabilidade econômica. Ao mesmo tempo em que utiliza tecnologia chinesa para reduzir custos, preserva a identidade do produto com ajustes regionais. A nova Amarok híbrida, portanto, representa não apenas a evolução de um modelo, mas uma tentativa da Volkswagen de reposicionar sua produção na América do Sul diante das transformações globais do setor automotivo.
Fonte: Noticiasautomotivas, Vwnews e Terra.