A Volkswagen vai eletrificar tudo. E o primeiro passo será dado com o VW Nivus híbrido, previsto para 2026. A marca confirmou investimento de R$ 2,3 bilhões junto ao BNDES para desenvolver e fabricar veículos híbridos no Brasil, incluindo versões leves (MHEV), plenas (HEV) e plug-in (PHEV). O plano é fazer com que todos os carros desenvolvidos para a América do Sul tenham pelo menos uma opção eletrificada.
A ofensiva começa na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo, que abrigará a produção do primeiro modelo HEV flex da Volkswagen. O Nivus adotará a plataforma MQB37, derivada da nova geração europeia do T-Roc, com motor 1.5 TSI Evo2 fabricado em São Carlos. O sistema híbrido será capaz de usar etanol, unindo desempenho, eficiência e baixo custo operacional — fórmula ideal para o perfil do consumidor brasileiro.
Além da configuração híbrida plena, a Volkswagen também prepara um conjunto híbrido leve de 48 V que poderá equipar versões mais acessíveis. A solução reduz consumo e emissões sem alterar tanto o preço final, caminho seguido por marcas como Fiat e Renault em suas próximas gamas nacionais.
Segundo o plano apresentado pela empresa, os recursos também serão aplicados no avanço de sistemas ADAS e conectividade. O objetivo é democratizar tecnologias de segurança e assistência que até pouco tempo eram restritas a carros premium, como frenagem autônoma, controle adaptativo de velocidade e monitor de faixa.
No campo industrial, o projeto consolida o papel do Brasil como base regional da Volkswagen. A fábrica de São Carlos assumirá a produção dos motores turbo eletrificados, enquanto São Bernardo se tornará polo para os SUVs compactos da nova geração. Essa integração entre plantas garante escala e competitividade para atender tanto o mercado local quanto as exportações.
Para o consumidor, o impacto será direto. O Nivus híbrido flex deve oferecer consumo médio próximo de 20 km/l, combinando força do motor turbo e economia da propulsão elétrica. A manutenção tende a ser simplificada em relação a híbridos importados, já que o sistema será calibrado para uso com etanol e peças produzidas localmente.
Mais do que uma resposta à concorrência, o movimento da Volkswagen recoloca o etanol no centro da estratégia de eletrificação nacional. Em um cenário onde BYD e Toyota disputam protagonismo, o Nivus híbrido chega como alternativa viável e brasileira para quem busca eficiência sem depender de tomadas.
Fonte: Itatiaia, Olhardigital e UOL.