O Volkswagen Tera surge como uma das apostas mais ambiciosas da marca no segmento de SUVs compactos, mirando diretamente em rivais já consolidados como Fiat Pulse e Renault Kardian. Produzido em Taubaté, o modelo busca repetir o sucesso de vendas do Gol e do Fusca, aliando volume de produção a um pacote atraente de design, equipamentos e tecnologia.
Pontos Principais:
- Design moderno criado por José Carlos Pavone com assinatura de iluminação e robustez esportiva.
- Acabamento bem construído, especialmente nas versões TSI, transmitindo sensação de segmento superior.
- Equipamentos de série incluem painel digital e multimídia de 10,1 polegadas com espelhamento sem fio.
- Motor 1.0 MPI garante consumo eficiente, com médias urbanas e rodoviárias acima de rivais diretos.
- Preço aproximado entre R$ 106 mil e R$ 142 mil
O carro rapidamente ganhou espaço no mercado desde seu lançamento, acumulando milhares de pedidos em pouco tempo. Com linhas modernas e acabamento mais elaborado que o habitual para a categoria, o Tera tenta se posicionar como alternativa capaz de unir estilo, eficiência e competitividade de preços, sem abrir mão da robustez que muitos consumidores procuram em um SUV.
O Volkswagen Tera 2026 chama atenção pelo design assinado por José Carlos Pavone, com iluminação inspirada em modelos superiores e linhas que sugerem robustez.
No entanto, como todo veículo, ele também apresenta limitações que podem pesar na decisão de compra. Entre os elogios estão o consumo eficiente e a boa lista de equipamentos, mas do outro lado estão aspectos como o desempenho modesto do motor aspirado e limitações no espaço interno. A seguir, confira os pontos positivos e negativos do Volkswagen Tera em detalhes.
Pontos positivos
- O design do Volkswagen Tera, criado sob a direção de José Carlos Pavone, combina linhas modernas e soluções de iluminação inspiradas em modelos superiores, transmitindo robustez e sofisticação em um segmento de entrada.
- O acabamento surpreende para a categoria, principalmente a partir da versão TSI, com materiais mais refinados e peças bem encaixadas, oferecendo a sensação de um veículo de segmento superior em termos de ergonomia e durabilidade.
- Desde a versão de entrada, o Tera oferece painel digital de 8 polegadas e multimídia de 10,1 polegadas com espelhamento sem fio, além de itens como sensores de estacionamento, direção elétrica e controle de partida em rampa.
- A posição de dirigir é elogiada até por condutores de menor estatura, com bancos confortáveis e regulagens adequadas, transmitindo sensação de segurança e boa visibilidade para uso urbano diário.
- O motor 1.0 MPI aspirado, aliado ao câmbio manual, se destaca pelo consumo eficiente, alcançando médias de até 14,7 km/l na gasolina, superando alguns concorrentes diretos em eficiência energética.
Pontos negativos
- O para-choque traseiro, rente à tampa do porta-malas, aumenta o risco de danos em pequenas batidas, encarecendo reparos em situações que normalmente teriam baixo custo de manutenção.
- A versão de entrada do Tera utiliza motor 1.0 aspirado de apenas 84 cv no etanol, resultando em desempenho limitado para quem busca agilidade em ultrapassagens ou viagens com o veículo carregado.
- O desempenho do conjunto 1.0 MPI fica atrás dos principais rivais, com aceleração de 0 a 100 km/h em 13,8 segundos, número que o deixa menos competitivo frente a Pulse e Kardian.
- O espaço interno é prejudicado pelo túnel central elevado e pela distância entre-eixos menor que alguns rivais, o que torna a acomodação de passageiros no banco traseiro menos confortável em viagens longas.
- A visibilidade traseira é limitada pelo vidro menor e pelos apoios de cabeça fixos, que acabam interferindo na visão do motorista, principalmente em manobras de estacionamento ou baliza.
Fonte: Vwnews, QuatroRodas e Terra.
Alan Corrêa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado, com foco em durabilidade e custo-benefício.