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Governo prepara gasolina com 35% de etanol após mistura subir de 30% para 32% em julho; testes serão realizados antes de nova decisão do CNPE

Governo prepara testes para aumentar o etanol na gasolina de 32% para 35%; entenda o que muda na mistura, como funciona a aprovação e o que isso significa

Brasil
Governo prepara gasolina com 35% de etanol após mistura subir de 30% para 32% em julho; testes serão realizados antes de nova decisão do CNPE

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O motorista que abasteceu o carro com gasolina há alguns meses talvez nem tenha percebido que o combustível colocado no tanque já não era o mesmo de antes, porque a mudança não apareceu na bomba com um aviso especial e tampouco exigiu que ele escolhesse outro produto, mas o Brasil havia começado a colocar mais etanol na gasolina e agora prepara um novo aumento que poderá levar a mistura a 35%, uma mudança que começa longe dos postos e pode chegar ao tanque de milhões de veículos.

A gasolina vendida nos postos brasileiros já contém etanol anidro, um tipo de álcool misturado ao combustível antes de chegar ao consumidor, e o percentual obrigatório passou de 30% para 32% em julho de 2026, depois de uma decisão do Conselho Nacional de Política Energética, o CNPE, que autorizou a mudança por 180 dias e deixou aberta a possibilidade de uma única prorrogação pelo mesmo período.

O governo agora quer descobrir se é possível avançar mais três pontos percentuais, chegando a 35% de etanol na mistura, mas antes de qualquer nova mudança nas bombas será necessário passar por uma etapa de testes, porque aumentar a participação de um combustível dentro do outro exige verificar como a nova composição se comporta antes de autorizar sua venda obrigatória em todo o país.

A preparação avançou em 11 de setembro, quando o Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro aprovou o cronograma dos testes, deixando o Ministério de Minas e Energia à espera da publicação do plano no Diário Oficial, prevista para a semana seguinte à reportagem publicada em 18 de setembro, etapa necessária para colocar os estudos oficialmente em andamento.

A diferença parece pequena quando vista apenas em números, mas representa uma mudança na composição de um produto comprado diariamente por motoristas que dependem do carro para trabalhar, levar os filhos à escola ou viajar, já que a mistura poderá passar de 32 litros de etanol para 35 litros em cada 100 litros de combustível, caso a proposta seja aprovada e implementada.

Depois de aumentar o etanol na gasolina de 30% para 32% em julho, governo prepara nova mudança para 35% e abre caminho para alterar novamente o combustível que milhões de brasileiros colocam no tanque
Depois de aumentar o etanol na gasolina de 30% para 32% em julho, governo prepara nova mudança para 35% e abre caminho para alterar novamente o combustível que milhões de brasileiros colocam no tanque

O plano não surgiu de uma decisão isolada e faz parte da Lei do Combustível do Futuro, a Lei 14.993 de 2024, criada para ampliar a participação de combustíveis de origem renovável e reduzir a emissão de gases poluentes, ao mesmo tempo em que o país procura depender menos de produtos importados e das mudanças no preço internacional do petróleo.

Essa preocupação ganhou força com a guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do barril de petróleo no mercado internacional e aumentou a pressão sobre países que precisam comprar combustível de fornecedores estrangeiros, levando o governo brasileiro a apostar em uma participação maior do etanol produzido no próprio país como parte de sua estratégia para reduzir essa dependência.

O aumento anterior, de 30% para 32%, já havia sido aprovado em julho com prazo limitado, e a nova proposta mostra que o governo pretende continuar avançando dentro das possibilidades previstas pela legislação, mas a passagem para 35% ainda depende dos resultados dos testes e de uma decisão posterior do CNPE, responsável por aprovar a nova mistura.

Para quem olha apenas o preço exibido na entrada do posto, a diferença entre 32% e 35% pode parecer distante da rotina, mas é justamente a composição da gasolina colocada no tanque que estará em discussão, enquanto o governo procura saber se pode usar mais etanol sem comprometer as condições necessárias para a adoção da nova mistura.

Por enquanto, os 35% não representam uma mudança já aplicada ao combustível vendido nos postos, porque a autorização dada foi para preparar os testes e não para colocar imediatamente a nova gasolina à venda, deixando a decisão final para depois dos estudos e da avaliação do Conselho Nacional de Política Energética.

A próxima etapa dessa história depende de uma portaria, de testes e de uma aprovação que ainda não aconteceu, mas o caminho pretendido pelo governo está definido desde a aprovação do cronograma em setembro, com a gasolina brasileira podendo passar a carregar uma quantidade maior de etanol enquanto o país tenta reduzir sua exposição às oscilações do petróleo e ampliar o uso de combustíveis renováveis.

Com informações de Oglobo, AutoEsporte e Uol.

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