A Ferrari LaFerrari emplacada no Distrito Federal lidera o ranking nacional de IPVA em 2026 ao gerar um imposto superior a R$ 1.067.933,76, valor que sozinho compra uma frota de carros novos no mercado brasileiro.
O superesportivo híbrido, produzido em série limitada e avaliado em cerca de R$ 35,6 milhões, tornou-se o veículo com o boleto mais caro do país após a aplicação da alíquota de 3% praticada pelo DF. Na prática, o dono paga ao Estado o equivalente ao preço de um apartamento médio em Brasília apenas para manter a Ferrari regularizada por um ano.
| Modelo | Valor de mercado | Alíquota IPVA | IPVA 2026 |
|---|---|---|---|
| Ferrari LaFerrari 2015 | R$ 35.600.000 | 3% | R$ 1.067.933,76 |
O segundo e o terceiro lugares também pertencem a máquinas de outro planeta. Dois Porsche 918 Spyder, igualmente registrados no DF, aparecem logo atrás, com valores de mercado de R$ 13.093.627 e R$ 12.336.504, resultando em IPVA de R$ 392.808,81 e R$ 370.095,12.
O número impressiona ainda mais quando traduzido para a realidade das ruas. Com pouco mais de R$ 1 milhão, o imposto anual da Ferrari permite adquirir:
Em outras palavras, o valor que o Estado cobra para licenciar um único hipercarro seria suficiente para montar uma pequena concessionária de veículos populares.
No DF, o IPVA pode ser quitado em até seis parcelas ou em cota única a partir de fevereiro de 2026. Quem opta pelo pagamento à vista recebe 10% de desconto. As parcelas não podem ser inferiores a R$ 50 e, quando o total fica abaixo de R$ 100, o recolhimento é obrigatório em pagamento único.
A Secretaria de Fazenda explica que a variação extrema, como no caso da LaFerrari, reflete diretamente o valor de mercado do veículo e a política de alíquota do estado. Para o bolso do proprietário, o recado é claro: no Brasil, não é só comprar o carro dos sonhos, é preciso bancar, todo ano, o preço de mantê-lo oficialmente nas ruas.