Os carros a combustão mais econômicos de 2025 destacam uma tendência clara no mercado automotivo brasileiro: a busca por eficiência sem abrir mão do desempenho e da acessibilidade. Em meio à expansão dos elétricos e híbridos, modelos tradicionais com motores flex ainda ocupam espaço de destaque nas vendas, sustentados por avanços técnicos e estratégias de economia que atraem o consumidor.
Segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, oito veículos lideram a categoria de eficiência energética entre os modelos a combustão, consolidando marcas como Chevrolet, Renault, Peugeot, Fiat, Hyundai e Volkswagen. Essas montadoras vêm investindo em aperfeiçoamentos de motores, redução de peso e calibração eletrônica, que tornaram seus compactos e sedãs mais competitivos frente às novas tecnologias eletrificadas.
O levantamento reforça um cenário em que o consumo urbano médio acima de 13 km/l de gasolina é o novo padrão de eficiência no segmento de entrada. Além de representarem a base das vendas nacionais, esses modelos contribuem para reduzir emissões e ampliar a autonomia em grandes centros urbanos, onde o trânsito intenso e o custo do combustível pesam no orçamento.
A liderança do ranking 2025 é dividida entre compactos que se tornaram sinônimo de economia e manutenção acessível. O Chevrolet Onix Plus, por exemplo, alcança cerca de 13,5 km/l na cidade, seguido de perto pelo Renault Kwid, que chega a 14,6 km/l. Ambos utilizam motores de três cilindros e priorizam baixa resistência aerodinâmica e peso reduzido.
Modelos como o Peugeot 208 e o Fiat Cronos mantêm a competitividade com médias próximas a 13,4 km/l, reforçando a tendência de que o consumidor brasileiro busca mais eficiência no uso urbano do que desempenho puro. No caso do 208, a PSA adotou um motor 1.0 flex desenvolvido em parceria com a Fiat, otimizando custos e consumo.
O Hyundai HB20 e seu sedã HB20S completam o grupo de destaque com médias acima de 13 km/l, enquanto o Volkswagen Polo fecha a lista dos oito primeiros. Esses modelos representam o núcleo das vendas de varejo no país, sustentando a recuperação do mercado automotivo após a retração observada em 2023.
Esses resultados demonstram que o avanço dos motores de combustão ainda tem espaço para inovação, especialmente quando aliados a transmissões manuais de relações longas e calibração eletrônica voltada para o ciclo urbano.
Os sedãs compactos também se destacam na nova lista do Inmetro, mostrando que o formato tradicional ainda agrada quem busca conforto e consumo reduzido. O Chevrolet Onix Plus e o Fiat Cronos exemplificam essa combinação ao oferecer boa área de porta-malas, espaço interno e médias de consumo competitivas.
O avanço técnico desses veículos está na capacidade de entregar desempenho suficiente para o uso cotidiano sem comprometer o custo por quilômetro rodado. A evolução da injeção eletrônica e da relação peso/potência tornou possível resultados antes restritos a motores menores.
O destaque dos sedãs evidencia uma disputa acirrada pela eficiência entre segmentos que antes priorizavam apenas espaço e conforto. Hoje, motores compactos e de baixa cilindrada, aliados a ajustes de software, permitem aos consumidores percorrer longas distâncias com consumo comparável ao de hatches urbanos.
A divulgação anual do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular tem se tornado uma ferramenta importante para orientar as compras. A etiqueta de eficiência energética, fixada nos carros novos, permite ao consumidor comparar desempenho, consumo e emissões.
A classificação de “A” a “E” simplifica a leitura, mas por trás dela há um sistema complexo de medições e pesos, que considera ciclos de rodagem, tipos de combustível e desempenho em diferentes condições de tráfego. Modelos que alcançam a nota “A” geralmente combinam motores de três cilindros, câmbios manuais e calibração eletrônica refinada.
No contexto de 2025, a pressão por eficiência se intensificou. A expansão dos híbridos e elétricos elevou o padrão geral de consumo, obrigando os fabricantes de veículos convencionais a investir em tecnologias como variação de válvulas, recirculação de gases e materiais mais leves.
Essas inovações resultaram não apenas em economia de combustível, mas também em redução de emissões de CO₂, aspecto cada vez mais relevante em programas globais de sustentabilidade e em metas ambientais adotadas por montadoras que atuam no Brasil.
O cenário brasileiro mostra que o motor a combustão ainda está longe do fim. Apesar do crescimento dos veículos híbridos e elétricos, a infraestrutura de recarga limitada e o custo inicial mais alto ainda fazem dos modelos flex a opção mais viável para a maioria dos motoristas.
O foco das montadoras nos próximos anos será equilibrar eficiência e custo, ampliando o uso de biocombustíveis e motores de baixa cilindrada turbinados, capazes de entregar mais potência com consumo contido. A evolução do etanol como alternativa renovável reforça o papel do Brasil como referência na transição energética.
Enquanto o mercado de eletrificados cresce gradualmente, o consumidor continua valorizando o equilíbrio entre preço, manutenção e economia. Por isso, rankings como o do PBEV 2025 permanecem fundamentais para orientar o público e manter a competitividade da indústria nacional.
Com médias que ultrapassam 13 km/l, os carros a combustão mais econômicos do país provam que ainda há espaço para inovação e eficiência dentro da velha fórmula da combustão interna. O futuro pode ser elétrico, mas o presente brasileiro ainda roda, com competência e parcimônia, a gasolina e etanol.
Fonte: Agazeta, Correiobraziliense e Gov.