A fábrica da Coca-Cola em Fortaleza (CE), operada pela Solar Bebidas, foi autorizada a retomar suas atividades nesta sexta-feira (6), conforme anunciou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A unidade havia sido interditada na última quarta-feira (4) após a suspeita de contaminação por etanol alimentício no líquido de resfriamento utilizado na produção de bebidas.
Pontos Principais:
A suspensão foi determinada como medida preventiva após o vazamento ser identificado no sistema de resfriamento industrial da planta. O risco potencial de contaminação levantou preocupações sobre a segurança dos produtos distribuídos, motivando a ação do governo federal. Técnicos do ministério realizaram inspeções no local e solicitaram documentação detalhada da empresa para verificar a origem e a extensão do problema.
Após a entrega de relatórios técnicos que comprovaram a correção da falha e a segurança do ambiente fabril, a produção foi liberada. Em nota, o Mapa destacou que a retomada das operações ocorreu somente após a conclusão de ações corretivas e nova verificação por parte da equipe de fiscalização. A inspeção confirmou que o processo produtivo voltou a operar conforme os padrões exigidos pela legislação sanitária brasileira.
Mesmo com a liberação da linha de produção, aproximadamente 9 milhões de litros de bebidas continuam retidos. Esses lotes serão submetidos a análises laboratoriais conduzidas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), que deverá emitir um laudo conclusivo na próxima semana. A comercialização desses produtos está suspensa até a divulgação dos resultados oficiais.
Até o momento, os exames preliminares realizados pela própria empresa não apontaram qualquer presença de etanol ou contaminação nas bebidas já produzidas. No entanto, por precaução, o Mapa optou por manter os lotes sob observação e aguardar a avaliação final do laboratório credenciado, que tem competência técnica reconhecida nacionalmente.
A fábrica da Solar Bebidas é uma das principais unidades de produção da Coca-Cola na região Nordeste e opera com alto volume de distribuição. Por isso, o caso teve ampla repercussão no setor, envolvendo questões regulatórias, logísticas e de imagem corporativa. Representantes da empresa ainda não concederam entrevista, mas confirmaram que seguem colaborando com as autoridades.
Enquanto isso, o mercado observa com atenção o desfecho das análises. O episódio reacendeu o debate sobre protocolos de segurança em indústrias alimentícias, especialmente em plantas de grande escala. A retomada das atividades em Fortaleza, embora técnica, ainda não representa um retorno imediato dos produtos ao consumidor final.
Fonte: CNN.