A partir de 2026, três componentes baratos e negligenciados passaram a definir o futuro de milhares de motoristas em blitz por todo o país. Pneus carecas, insulfilm com bolhas e palhetas do limpador desgastadas, itens que muitas vezes não entram no orçamento anual, agora são suficientes para retenção do veículo e multa grave, mesmo quando a documentação está rigorosamente em dia.
A regra é objetiva e está no Código de Trânsito, conduzir com equipamento obrigatório ineficiente configura infração grave. A fiscalização será ampliada porque esses itens afetavam acidentes recorrentes e, segundo órgãos de trânsito, apareceram com frequência acima do esperado em vistorias recentes.
No caso dos pneus, o indicador TWI virou referência prática durante as abordagens. Quando a banda de rodagem alcança o ressalto de borracha, significa que a profundidade chegou ao limite de segurança e coloca o motorista diante de risco real de aquaplanagem e perda de controle em frenagens. A troca, nesse ponto, não é recomendação, é condição mínima para seguir viagem.
O insulfilm entrou nesse pacote de atenção pela visibilidade. Películas com bolhas ou desbotamento criam distorções que prejudicam a leitura da via, principalmente à noite e sob chuva. A regra exige 70% de passagem de luz nos vidros dianteiros e para-brisa; quando o filme não respeita esse índice, o enquadramento é imediato. Em fiscalizações recentes, agentes relataram casos em que a película irregular reduzia tanto a claridade que comprometia a capacidade do motorista de identificar obstáculos e pedestres em condições adversas. A retirada é obrigatória para liberação do veículo.
As palhetas do limpador completam a tríade que mais surpreende condutores. Borrachas ressecadas deixam falhas de água no para-brisa e derrubam drasticamente a visibilidade, situação que piora rápido em temporais. Técnicos recomendam substituição anual e testes periódicos com água, já que vibrações e ruídos são sinais de desgaste avançado. Em operações de fiscalização sob chuva, agentes identificaram situações em que palhetas ineficientes criavam pontos cegos capazes de anular completamente o campo de visão do motorista, motivando autuações imediatas.
O ponto em comum entre esses itens é o impacto na segurança e na rotina do motorista. São peças de baixo custo, mas com potencial de gerar prejuízos altos quando ignoradas. A retenção do veículo, os pontos na CNH e o tempo perdido para regularizar o carro acabam custando mais do que a própria manutenção preventiva. Reservar espaço no orçamento de 2025 para revisar pneus, insulfilm e palhetas não é só prudência, é a forma mais concreta de evitar multas graves que podem interromper a viagem e comprometer a CNH em 2026.
Quem faz essa checagem agora chega ao próximo ano com margem de segurança maior e menos surpresas na estrada. A combinação de fiscalização reforçada e desgaste natural desses componentes exige atenção imediata, antes que um detalhe esquecido transforme uma simples blitz em um problema maior do que deveria ser.