O corpo do empresário Adalberto Amarilio dos Santos Junior foi encontrado em um buraco próximo ao Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, no início de junho. Segundo depoimento da esposa, Fernanda Grando Dândalo, à polícia, o empresário tinha uma vida estável, sem dívidas ou desentendimentos, e mantinha um patrimônio milionário, incluindo imóveis e veículos de luxo. A descoberta da morte em circunstâncias ainda não esclarecidas levanta dúvidas sobre o que teria motivado o caso.
Pontos Principais:
De acordo com a investigação, o casal morava em uma casa avaliada em R$ 2,5 milhões em Aldeia da Serra, na região metropolitana de São Paulo, e também possuía um apartamento alugado em Cotia. Fernanda relatou que só na conta da empresa registrada em nome de Adalberto havia cerca de R$ 1 milhão. Além dos bens imóveis, o empresário era dono de um Volkswagen Virtus e de uma motocicleta BMW GS850. Ela, por sua vez, dirigia um SUV Honda HR-V.
O caso chamou a atenção dos investigadores porque, segundo os familiares, Adalberto era uma pessoa serena, querida no círculo de amigos e familiares, e não apresentava nenhum comportamento fora do padrão. Guilherme Amarilio dos Santos, primo da vítima, contou em depoimento que o empresário tinha uma excelente relação com todos ao seu redor e nunca relatou qualquer ameaça ou conflito. A ausência de inimigos ou problemas financeiros reforça o mistério em torno da morte.
Carlos José Dias Rego, também primo e amigo próximo, reforçou que Adalberto jamais havia desaparecido antes e que levava uma vida tranquila. Ele destacou que o empresário não estava envolvido em negócios arriscados ou situações suspeitas. Até o momento, não há informações que apontem para envolvimento com atividades ilícitas ou desentendimentos recentes. A investigação ainda busca elementos que possam indicar o que levou à sua morte.
Adalberto era um entusiasta do automobilismo e participava ativamente de campeonatos amadores de kart. Em sua rede social, se apresentava como tricampeão paulista da modalidade. Nos últimos anos, competia no campeonato Grakar — Grupo de Amigos Kartistas — e estava em 18º lugar na classificação geral de 2025, com 78 pontos somados em quatro corridas. Em fevereiro, na primeira etapa do ano, ele registrou a volta mais rápida entre os participantes.
O evento mais recente no autódromo, local onde o corpo foi encontrado, teve duas edições — uma para motos e outra para carros — e ocorreu entre 29 de maio e 1º de junho. A ligação de Adalberto com o local por meio das competições coloca o circuito como um ponto-chave na apuração dos fatos. Até o momento, a polícia não divulgou se há imagens ou testemunhas que ajudem a esclarecer o que aconteceu no entorno do autódromo.
Nascido em São Paulo, o empresário era casado com Fernanda, farmacêutica, com quem vivia em Aldeia da Serra. A dinâmica familiar, os relatos dos amigos e a ausência de fatores externos que indicassem um risco iminente à sua vida tornam a investigação mais complexa. A polícia segue colhendo depoimentos e aguardando resultados de laudos periciais para tentar determinar a causa da morte e se houve envolvimento de terceiros.
Fonte: CNN.