Uma série de códigos numéricos nos letreiros dos ônibus de São Paulo pode parecer confusa à primeira vista, mas seguem regras estabelecidas pela SPTrans que ajudam a identificar a rota, origem e até se a linha cruza a região central da cidade.
Pontos Principais:
Um vídeo recente que viralizou nas redes sociais reacendeu o interesse por esse sistema. O autor explicava que os números não eram colocados de forma aleatória, o que motivou usuários a analisarem o trajeto de suas linhas diárias com mais atenção.
Segundo a SPTrans, o primeiro dígito, que vai de 1 a 8, representa a região de origem do ônibus. Já o segundo número define se ele passa pelo centro: se for 0, o trajeto cruza o centro; se for de 1 a 6, não passa, e se for 7, há estação de metrô no percurso.
O terceiro número segue a mesma lógica da origem, mas indica a região de destino do ônibus. Já o quarto dígito, que pode ser um número ou letra, serve para diferenciar linhas que partem da mesma região e têm o mesmo ponto final.
Os dois últimos números, após o hífen, são igualmente importantes. Quando terminam com 10, indicam que a linha é a principal. Já terminações como 21, 31 ou 41 revelam linhas de atendimento, que reforçam o serviço em horários de maior demanda.
No caso das linhas noturnas, há uma estrutura própria: elas começam com a letra N e terminam em 11. As linhas estruturais noturnas seguem com o número da área e um zero. Já as linhas que operam apenas nos bairros seguem numeração a partir de 31.
Algumas linhas mais antigas não seguem esse modelo, pois foram criadas antes da reorganização dos códigos. Essas rotas utilizavam uma lógica própria baseada em categorias como radiais e inter-regionais, o que explica as exceções ainda vistas nos letreiros atuais.
Fonte: Sptrans, Mobilidade e UOL.