A nova regra que obriga motoristas de todas as categorias a realizar exame toxicológico antes de obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) foi aprovada pelo Congresso Nacional nesta semana. A medida abrange não só condutores profissionais, como também quem busca a primeira habilitação. Com essa alteração, os candidatos terão de apresentar resultado negativo para obter a permissão de dirigir.
Pontos Principais:
A proposta também prevê a criação da carteira social para pessoas de baixa renda, financiada por recursos arrecadados com multas de trânsito. A previsão é de que os motoristas de motocicletas e carros também passem a realizar o exame toxicológico, prática que até então era exigida apenas para categorias específicas.
O texto segue para sanção presidencial e pode sofrer alterações, caso haja vetos parciais. A expectativa é que as novas exigências tragam mais rigor ao processo de habilitação, com o exame toxicológico sendo uma ferramenta para coibir o consumo de substâncias ilícitas ao volante.
O exame toxicológico deixa de ser exclusivo para motoristas profissionais de transporte de carga e passageiros. Com a mudança, todos os candidatos que desejarem a primeira habilitação deverão fazer o teste em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito. O resultado negativo será condição para a concessão da CNH, tanto para a categoria A quanto para a B.
A medida mantém inalterada a obrigatoriedade do exame toxicológico para a renovação das carteiras das categorias C, D e E. Para motoristas de ônibus e caminhões, as regras de renovação continuam as mesmas, sem alterações no texto aprovado pelo Congresso.
O exame detecta substâncias psicoativas, incluindo anfetaminas, maconha, opiáceos, cocaína e mazindol. A janela de detecção é de 90 dias a partir da coleta, abrangendo um período prolongado para verificação do uso de drogas.
A proposta aprovada também prevê a criação da carteira social para pessoas de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). O financiamento da CNH Social será feito com recursos oriundos de multas de trânsito, permitindo que motoristas em situação de vulnerabilidade possam ter acesso ao documento sem custos.
Além disso, o texto traz novidades para a transferência de veículos. O contrato de compra e venda poderá ser feito integralmente em plataforma eletrônica. O processo exige que o contrato tenha assinaturas eletrônicas qualificadas ou avançadas e seja homologado por plataforma reconhecida.
A vistoria de transferência da propriedade também poderá ocorrer em formato eletrônico, dependendo da decisão dos órgãos executivos de trânsito de cada estado e do Distrito Federal. Essa digitalização promete dar mais agilidade às transações, ao mesmo tempo em que reduz a necessidade de deslocamento dos envolvidos.
As mudanças aprovadas pelo Congresso ainda dependem de sanção presidencial para entrar em vigor. Caso não haja vetos ou alterações relevantes, a obrigatoriedade do exame toxicológico e a criação da carteira social começarão a valer assim que a lei for publicada.
A medida faz parte de um conjunto de ações voltadas para aprimorar a segurança no trânsito e ampliar o acesso à habilitação de forma mais justa. Enquanto isso, laboratórios credenciados continuam sendo os responsáveis pela coleta e análise das amostras usadas no exame toxicológico.
A aprovação da medida deve gerar impacto tanto para candidatos à primeira CNH quanto para motoristas que atuam de maneira profissional. O exame toxicológico se consolida como ferramenta de fiscalização preventiva, enquanto a carteira social busca ampliar o acesso à habilitação para camadas mais vulneráveis da população.