O calendário marca 22 de abril como o Dia da Terra, data que surgiu há 55 anos nos Estados Unidos, mas que passou a ser adotada em diversos países como momento de reflexão sobre o impacto humano no planeta. O objetivo da criação foi mobilizar a sociedade contra a degradação ambiental crescente provocada por atividades industriais e urbanas.
Pontos Principais:
Com o tempo, a data ganhou força entre organizações civis, governos e empresas. Ela passou a simbolizar um ponto de virada para debates sobre mudanças climáticas, sustentabilidade e responsabilidades compartilhadas. Em 2025, as discussões se concentram em setores de alto impacto, como o transporte.
O uso massivo de carros e motos a combustão representa uma das maiores fontes de emissão de gases que causam efeito estufa. Nesse cenário, o foco da agenda ambiental atual é repensar a mobilidade urbana e acelerar a transição para alternativas menos agressivas ao meio ambiente.
O setor de transportes é responsável por uma parcela significativa das emissões globais de dióxido de carbono. Isso ocorre principalmente pelo uso de gasolina e diesel, combustíveis fósseis que liberam grandes quantidades de poluentes durante a queima.
Os veículos individuais, especialmente em áreas urbanas, aumentam os níveis de poluição atmosférica. Isso tem efeitos diretos sobre a saúde pública, além de ampliar a contribuição para o aquecimento global. Em resposta, há um movimento crescente em direção à eletromobilidade e à busca por novas fontes de energia.
O debate atual envolve tanto a redução da frota de veículos movidos a combustíveis fósseis quanto a criação de soluções que permitam manter a mobilidade sem comprometer o ambiente. Isso inclui políticas públicas, incentivos fiscais e investimentos em infraestrutura.
A sigla ESG se refere a critérios ambientais, sociais e de governança. No setor automotivo, ela ganhou relevância com o avanço dos veículos elétricos, que não emitem gases poluentes durante o uso. Essa tecnologia é vista como aliada das metas globais de sustentabilidade.
Empresas investem na ampliação de portfólios com modelos elétricos, enquanto governos criam isenções fiscais e infraestrutura de recarga. Em centros urbanos, frotas de táxis, ônibus e entregas já começam a adotar veículos 100% elétricos como alternativa ao modelo tradicional.
Apesar do custo inicial ainda elevado, a economia no uso diário e a redução de impacto ambiental fazem com que o veículo elétrico seja considerado uma das soluções mais eficazes para reduzir as emissões ligadas à mobilidade.
A tecnologia de célula de combustível a hidrogênio também começa a ganhar espaço no setor automotivo. Esse tipo de veículo transforma hidrogênio em eletricidade para movimentar o carro, emitindo apenas vapor d’água como resíduo.
Modelos como o Toyota Mirai já estão em circulação em alguns mercados. Eles oferecem maior autonomia do que os elétricos convencionais e são abastecidos em poucos minutos. A limitação atual está na disponibilidade de postos de recarga e no custo de produção da tecnologia.
Apesar das barreiras, os veículos a hidrogênio são vistos como alternativa viável para caminhões, ônibus e transportes de longa distância, onde a autonomia e o tempo de recarga são fatores críticos.
Antes de chegar à eletromobilidade completa, muitos países apostam em veículos híbridos como solução de transição. Eles combinam motor a combustão e motor elétrico, reduzindo o consumo de combustível e as emissões.
O funcionamento híbrido permite ao veículo operar com eletricidade em trechos urbanos, onde o impacto ambiental é maior, e com combustíveis em rodovias. Isso oferece vantagens de autonomia e reduz a dependência de infraestrutura elétrica.
A aceitação do consumidor e o custo acessível em comparação aos modelos 100% elétricos fazem com que os híbridos tenham papel importante no cenário atual. Eles representam um passo intermediário na transformação da indústria automotiva.
O Dia da Terra serve como lembrete sobre a necessidade de repensar práticas cotidianas que afetam o meio ambiente. A forma como as pessoas se deslocam é parte central dessa reflexão. A mudança passa por decisões individuais e por políticas públicas.
A indústria automotiva, pressionada por regulamentações ambientais e consumidores conscientes, já responde com novas tecnologias e projetos mais sustentáveis. A transição está em andamento, mas exige tempo, investimento e acesso a informação.
Reduzir o impacto dos veículos sobre o planeta depende do envolvimento de todos os setores. O compromisso com a mobilidade sustentável é um dos caminhos possíveis para equilibrar desenvolvimento e preservação.
Fonte: Gov, Saebrasil e Mobilidade.