A nova tabela do Fiat Pulse 2026 chega sem cerimônia, empurrando cada versão um pouco mais para cima. Nada muda na mecânica, nada muda no pacote, mas muda a matemática que as famílias fazem antes de assinar o financiamento.
O torniquete aperta porque o aumento é generalizado. Até a Drive manual, que sempre serviu como trincheira do preço baixo, agora passa dos 100 mil. A faixa híbrida e a esportiva Abarth encostam nos 160 mil, região onde o consumidor já começa a cogitar carros maiores.
A Fiat reajustou tudo, sem exceção. Drive manual vai a 102 mil, Drive CVT a 114 mil, Turbo 200 a 118 mil, enquanto Audace Hybrid passa para 134,5 mil e a Impetus chega a 148 mil. A Abarth cruza 159 mil. Cada salto parece pequeno isoladamente, mas forma uma escada que o consumidor sente no bolso. Mesmo assim, o Pulse ainda se posiciona abaixo de rivais diretos como VW Tera e Renault Kardian nas versões básicas.
As versões Drive mantêm o 1.3 Firefly, aquele motor conhecido por pedir giro para acordar, mas que se sai bem na cidade. Nas configurações mais caras, o 1.0 turboflex empurra com mais vigor, principalmente com o apoio do sistema híbrido leve nas versões Audace e Impetus. A Abarth, por sua vez, segue com o 1.3 turbo e entrega a experiência mais nervosa da linha, mesmo que o preço faça alguns pensarem duas vezes.
O sistema T200 suaviza as saídas de semáforo, reduz o esforço do motor em baixa rotação e deixa o Pulse mais esperto no anda e para urbano, onde a maioria dos donos realmente usa o carro.
A lista sobe gradualmente conforme a carteira afina. A Drive manual entrega o básico moderno, com ar digital, LED, multimídia 8,4 e quatro airbags. A CVT adiciona modo Sport. A Turbo 200 traz rodas de liga e o motor 1.0. A Audace já sobe de patamar com multimídia 10,1, carregador por indução, sensores, chave presencial e mais comodidade para o uso diário. A Impetus adiciona pacotes de segurança ativa como frenagem autônoma e faixa ativa. A Abarth fecha o topo com bancos exclusivos, rodas 18, ajustes elétricos e teto panorâmico.
A tendência é clara: o Pulse se afasta do rótulo de SUV acessível e se aproxima de uma faixa onde os consumidores exigem mais refinamento. Sem mudança mecânica ou visual, os próximos meses vão testar o quanto o público tolera sucessivos aumentos.
Se a Fiat não entregar uma atualização mais robusta em breve, a disputa com Tera e Kardian pode apertar. O Pulse segue competitivo, mas caminha na corda bamba. Um mil a mais hoje vira dúvida amanhã.