A diretoria da Fiat provavelmente esperava silêncio, mas o aumento do Pulse 2026 caiu como provocação para quem já achava o preço exagerado.
A verdade é que o Fiat Pulse 2026 ficou mais caro em todas as versões, com aumentos entre 1 mil e 2 mil reais. Até a Drive 1.3 manual, que segurava o preço, rompeu a barreira dos 102 mil reais, enquanto a versão CVT foi para 114 mil reais. Para piorar, a Turbo 200 agora parte de 118 mil reais, e as híbridas também subiram, chegando a 148 mil reais na Impetus T200.
Os números assustam porque o carro foi lançado em maio e já passou por duas ondas de reajustes. E quem acompanha o mercado sabe que ninguém sobe preço duas vezes tão rápido sem motivo que escape do marketing.
O jogo virou quando comparado ao VW Tera, que parte de 106 mil reais mesmo entregando mais espaço, e ao Renault Kardian, que bate nos 113,7 mil reais com pacote competitivo. Perto deles, o Pulse 2026 parece cobrar marca em vez de entregar vantagem. Muitos consumidores já chamam o compacto de carroça tecnológica frente aos rivais mais recentes, que avançaram em espaço, acabamento e equipamentos.
A Fiat tenta compensar com opções híbridas leves, mas especialistas apontam que o ganho no consumo não impressiona tanto quanto o consumidor espera quando vê o selo Hybrid estampado no carro.
Para quem olha custo benefício, o impacto é direto. A Drive manual sobe para 102 mil reais, um valor difícil de digerir para um motor 1.3 Firefly de 98 cv. Já as versões mais caras passam facilmente dos 130 mil reais, e a Abarth encosta nos 159 mil reais. Oportunidade única aqui só aparece para quem considera os rivais que estão segurando preços ou oferecendo bônus agressivos.
Para melhorar a percepção, a Fiat destaca a lista de equipamentos, como multimídia de 10,1 polegadas nas versões Audace e Impetus e o pacote ADAS completo nas mais caras. Mas quem paga quer mais que tela grande, quer valor real a cada centavo investido.
A verdade é que quem desejava o Pulse 2026 agora está repensando a compra, já que o aumento veio cedo demais. Alguns veem como inflação natural, outros como exagero desnecessário. O jogo virou de forma incômoda porque rivais estão mantendo preços mais estáveis, entregando mais espaço e até motores mais fortes.
Fica a sensação de que a Fiat quer forçar o consumidor a subir para versões híbridas ou turbinadas, o que empurra o ticket gasto para patamares que antes pertenciam a SUVs maiores.
No fim, o Pulse 2026 virou aquela compra que divide opiniões. É bomba por custar demais para o que entrega ou oportunidade para quem ainda acredita no pacote híbrido leve? A Fiat arriscou no timing e agora o consumidor decide se aceita ou se parte para outro SUV.