Os SUVs se consolidaram como o tipo de carro preferido do brasileiro, e isso fica claro toda vez que acompanho o mercado de perto. A combinação de posição de dirigir elevada, bom espaço interno e versatilidade para o uso diário transformou esses modelos em escolha natural para famílias e motoristas que buscam conforto sem abrir mão da praticidade.
O problema é que essa popularização veio acompanhada de preços cada vez mais altos. Hoje, não existe mais SUV zero km abaixo dos R$ 100 mil. Diante desse cenário, analisei os valores de tabela praticados em janeiro de 2026 para identificar quais são, de fato, os SUVs mais baratos à venda no Brasil, sem considerar promoções temporárias ou versões específicas, para mostrar o limite do bolso do consumidor.
O Kait é o mais discreto da lista, tanto em vendas quanto em presença nas ruas. Ainda assim, oferece um pacote simples e funcional, com mecânica conhecida e foco em quem prioriza conforto e suavidade de rodagem no dia a dia.
O Kardian chama atenção por ser um dos projetos mais recentes do segmento. Ao avaliar o carro, percebo uma tentativa clara de subir o nível em tecnologia e design, com motor turbo eficiente e bom desempenho para quem quer algo mais moderno.
O Tera aposta em um posicionamento mais racional, algo que sempre marcou os modelos da marca. Na prática, entrega condução previsível, bom acerto de suspensão e acabamento correto para a faixa de preço, mirando quem busca um SUV compacto sem surpresas.
O Pulse é um dos SUVs que mais encontro nas ruas, e isso não acontece por acaso. Ele agrada pelo conjunto equilibrado, boa dirigibilidade e variedade de versões, indo do uso básico até propostas mais potentes e equipadas, o que amplia bastante o público.
Ao dirigir o Basalt, fica claro que a proposta é entregar o SUV zero km mais acessível do país sem prometer mais do que pode cumprir. O foco está no espaço interno, no visual alinhado ao gosto brasileiro e no uso urbano, com desempenho honesto para a rotina e custos controlados.
“Ao analisar os SUVs zero km mais baratos do Brasil em janeiro de 2026, fica claro que o segmento mudou de patamar e hoje trabalha no limite do custo-benefício. Nenhum deles é barato no sentido histórico, mas cada um cumpre um papel específico: há opções focadas em espaço e preço de entrada, outras que apostam em variedade de versões e algumas que tentam subir o nível em tecnologia e motor. No uso, todos entregam posição de dirigir elevada, conforto aceitável para a família e desempenho suficiente para a rotina urbana, mas exigem do comprador atenção redobrada ao que está pagando, já que o valor final reflete mais o apelo do SUV do que uma vantagem objetiva frente a hatches e sedãs da mesma faixa.”