A Volkswagen aumentou os preços do Polo 2026 em janeiro de 2026 e puxou a conta para cima nas versões mais vendidas. Na prática, quem ia fechar negócio agora encontra o mesmo carro mais caro e com a sensação de degrau subindo todo mês.
A marca reajustou três configurações e colocou números bem claros na vitrine: o Polo Track foi para R$ 95.490, o Polo Sense TSI passou a R$ 112.990 e o Polo Highline TSI A/T chegou a R$ 136.990. Os aumentos ficaram entre 1,9% e 2,0%, com altas de R$ 1.830, R$ 2.200 e R$ 2.500, respectivamente.
No dia a dia, esse tipo de reajuste não muda a vida de quem já está com o carro na garagem, mas muda a conversa de quem está na loja comparando alternativas. O Track, que já encosta na casa dos R$ 100 mil mesmo sendo a porta de entrada, vira munição pronta para a crítica de que o básico ficou caro demais. E quando o básico aperta, o resto da gama tende a parecer ainda mais distante, especialmente para quem estava entre versões.
O debate aparece até nos comentários: tem leitor dizendo que o Polo virou carro de locadora e que, nesse cenário, aumento “não muda nada” porque as frotas seguem girando. Outros batem na tecla do desconforto de ver um carro de entrada subindo e empurrando o teto psicológico do preço. E há quem aposte no movimento combinado, reajuste na tabela e mais descontos na ponta para escoar volume.
A própria leitura que o texto sugere, sem rodeio, é de reposicionamento de linha: a Volkswagen ajusta o Polo 2026 e tenta organizar espaço interno na gama, mirando o encaixe de novos produtos. Para o comprador comum, sobra o que importa: o carro é o mesmo, a etiqueta mudou, e o mercado segue testando até onde dá para esticar. Mais caro na largada.