O Volkswagen T-Cross 2026, um dos SUVs compactos mais vendidos do país, enfrenta em setembro seu primeiro aumento de preços desde julho. Os valores foram corrigidos em praticamente todas as versões, com variação entre R$ 1.000 e R$ 5.000. A configuração de topo, Extreme 250 TSI AT, agora custa R$ 196.990, colocando o modelo em uma faixa de mercado onde já transitam utilitários esportivos médios e híbridos, como o Toyota Corolla Cross.
A estratégia da Volkswagen mantém estável apenas a versão de entrada Sense 200 TSI AT, ainda tabelada em R$ 119.990. Voltada principalmente a frotistas e ao público PcD, ela segue como porta de entrada da gama. Equipada com motor 1.0 TSI de 128 cv e câmbio automático de seis marchas, continua sendo uma opção competitiva no segmento básico, em especial nas vendas diretas.
Nos demais acabamentos, os reajustes impactaram desde o T-Cross 200 TSI AT, que passou a custar R$ 155.990, até a configuração Comfortline, fixada em R$ 175.990. A Highline, intermediária entre o pacote de equipamentos mais robusto e a topo de linha, subiu R$ 2.500 e alcançou R$ 189.990. Esse movimento pressiona o consumidor que busca versões completas, aproximando o SUV compacto de valores antes reservados a modelos superiores.
A versão VW T-Cross Extreme 250 TSI AT foi a mais afetada, com acréscimo de R$ 5.000. Esse salto amplia a percepção de reposicionamento do T-Cross dentro do portfólio da marca. A proximidade da barreira psicológica dos R$ 200 mil reforça um desafio: justificar o custo frente a concorrentes que oferecem maior porte ou tecnologias híbridas em faixas semelhantes.
Apesar do reajuste, a Volkswagen não realizou alterações mecânicas. O motor 1.0 turbo flex permanece responsável pelas variantes de entrada, enquanto o 1.4 TSI de 150 cv e torque de 250 Nm segue reservado para Highline e Extreme. Em todas as versões, o câmbio automático de seis marchas se mantém como padrão, garantindo simplicidade e robustez em relação a rivais que apostam em transmissões CVT.
O aumento ocorre em um momento de maior competição interna, já que o recém-lançado Tera, SUV menor da marca, começa a ganhar espaço no mercado e impacta diretamente a performance do T-Cross. O desafio da Volkswagen será reposicionar o modelo compacto para manter sua relevância sem perder competitividade frente a novos produtos dentro e fora da própria gama.
Esse cenário evidencia o estreitamento das margens entre os segmentos de SUVs compactos e médios no Brasil. Com preços que avançam rapidamente, consumidores se deparam com escolhas que incluem desde modelos de entrada mais equipados até versões híbridas de porte superior, sinalizando uma mudança de paradigma no consumo automotivo.
Fonte: Terra.