Na tarde de segunda-feira, 22 de setembro, um temporal violento atingiu Porto Feliz, no interior de São Paulo, e causou estragos significativos na fábrica de motores da Toyota. O evento climático, marcado por ventos intensos e chuvas fortes, alterou em poucos minutos a rotina da unidade e deixou marcas visíveis na estrutura da montadora.
Pontos Principais:
Entre as imagens que mais chamaram atenção estava a de um carro capotado dentro das instalações, símbolo evidente da força descontrolada da tempestade. O veículo virou ao lado de estruturas metálicas entortadas e galpões destelhados, retratando a violência do fenômeno que atingiu a região.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, dez pessoas sofreram ferimentos leves durante a ocorrência. Todas estavam conscientes e orientadas, recebendo atendimento imediato por meio da equipe médica da própria empresa, que providenciou o transporte até unidades de saúde.
A Toyota confirmou em nota que a produção na unidade foi interrompida por tempo indeterminado. A empresa ressaltou que a prioridade neste momento é a segurança dos colaboradores e a avaliação dos danos estruturais. Um relatório detalhado está em elaboração para dimensionar os prejuízos.
A Defesa Civil estadual relatou que a tempestade percorreu diversos municípios, deixando rastro de destruição. Em São Paulo, os ventos chegaram a aproximadamente 100 km/h, enquanto em Porto Feliz não há medição confirmada, mas o impacto foi suficiente para derrubar árvores, postes e destelhar residências.
A prefeitura da cidade declarou estado de emergência, medida necessária para acelerar a mobilização de recursos e apoio aos moradores afetados. Equipes permanecem em campo para retirar entulhos, liberar vias obstruídas e auxiliar famílias atingidas pelo vendaval.
Imagens registradas no local mostram a dimensão da tragédia. Estruturas que sustentavam o galpão cederam, deixando um emaranhado de ferro retorcido sobre a área produtiva. A cena, mais próxima de um cenário de filme-catástrofe, evidencia como fenômenos climáticos extremos podem paralisar setores industriais inteiros em questão de minutos.
Especialistas apontam que episódios como esse reforçam a necessidade de novas práticas de prevenção e infraestrutura mais resistente a condições adversas. Galpões de grande porte, em especial, tornam-se alvos vulneráveis quando enfrentam rajadas intensas de vento associadas a tempestades tropicais.
O impacto também se estende ao setor automotivo, já que fábricas como a de Porto Feliz são estratégicas para a cadeia de produção nacional. Embora a Toyota ainda não tenha divulgado prazos para retomada, a paralisação tende a afetar o fluxo logístico e de fornecimento de componentes.
Enquanto a montadora avalia os danos e as autoridades contabilizam os prejuízos, Porto Feliz tenta voltar à normalidade. O episódio, no entanto, já figura entre os mais intensos da região, trazendo à tona a discussão sobre a frequência crescente de temporais devastadores no estado de São Paulo.