O Instituto Nacional de Meteorologia colocou 11 estados e o Distrito Federal em alerta laranja nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, com previsão de até 100 mm de chuva por dia e rajadas que podem alcançar 100 km/h, cenário que afeta diretamente a segurança nas estradas e o dia a dia de milhões de motoristas.
Para quem está ao volante, não é apenas uma estatística climática. É pista molhada, visibilidade reduzida, aquaplanagem à espreita e aquela sensação de que qualquer descuido vira prejuízo. Em trechos urbanos, o risco maior é o alagamento súbito. Nas rodovias, o perigo vem na forma de rajadas laterais, queda de árvores e granizo, que já provocou desde para-brisas estilhaçados até interdições completas em outros verões.
Em áreas costeiras, o Inmet também emitiu alerta específico para ventos costeiros, segundo a Exame, com possibilidade de deslocamento de areia, impacto na visibilidade e instabilidade em pontes e vias elevadas. Para quem dirige utilitário, van ou caminhão, o volante “puxa” nas rajadas mais fortes e exige correção constante.
Dirigir sob chuva forte não é apenas reduzir a velocidade. É mudar o ritmo mental. A frenagem alonga, o campo de visão encolhe e a reação precisa ser antecipada. Em pistas já marcadas por trilhas de caminhão, a lâmina d’água se forma rápido e o carro começa a “flutuar” antes mesmo de o motorista perceber.
Quando o granizo entra em cena, o problema deixa de ser só direção defensiva e vira custo. Para-brisas, lanternas e capô são os primeiros a sofrer. Em vendavais, quedas de galhos e postes costumam bloquear vias e danificar carros estacionados.
| Risco | Dano mais comum | Consequência prática |
|---|---|---|
| Chuva intensa | Aquaplanagem e colisões leves | Interdições e atrasos longos |
| Granizo | Quebra de vidros e amassados | Custos altos de funilaria |
| Vento forte | Queda de árvores e placas | Bloqueio de vias e desvios |
Motorista experiente aprende a “ouvir” o asfalto. Quando o ruído muda e o volante fica leve demais, é sinal de água acumulada. Nessa hora, tirar o pé, segurar firme e deixar o carro recuperar contato com o chão vale mais do que qualquer sistema eletrônico.
O dia pede cautela, paciência e, se possível, mudança de planos. Em cenário de tempestade com vento e granizo, a melhor decisão muitas vezes não é dirigir melhor, é simplesmente esperar a chuva passar.