Pedágio free flow começa a operar na Dutra e muda cobrança na pista expressa

Pedágio free flow entra em operação na Dutra com 21 pórticos e tarifa calculada pela distância percorrida, mantém marginais livres, oferece desconto com tag e exige pagamento online em até 30 dias.
Publicado por em Cidades dia | Atualizado em

O pedágio free flow começa a valer na Dutra e muda a lógica de cobrança em um dos trechos mais movimentados do País. A partir deste sábado, quem acessar a pista expressa entre o km 231, na Marginal Tietê, e o km 204, em Arujá, passa a pagar conforme a distância percorrida, um modelo que substitui a antiga área urbana isenta de tarifa.

O pedágio free flow começa a operar na Dutra com cobrança automática por distância percorrida, transformando o trecho entre a Marginal Tietê e Arujá em área tarifada.
O pedágio free flow começa a operar na Dutra com cobrança automática por distância percorrida, transformando o trecho entre a Marginal Tietê e Arujá em área tarifada.

O sistema opera com 21 pórticos que identificam placa ou tag e calculam o caminho feito pelo motorista. As marginais continuam liberadas, o que mantém uma rota gratuita para deslocamentos de menor alcance. Segundo a CCR RioSP, o valor é pré-definido por dia e horário, além de feriados prolongados, informação exibida em painéis eletrônicos que antecipam o custo antes da entrada no trecho expresso.

A mecânica de pagamento segue a lógica das concessões atuais, com desconto de 5% para quem usa tag e débito automático na fatura. Para quem circula sem tag, o prazo é de até 30 dias para quitar a tarifa no site pedagiodigital.com ou pelo aplicativo da concessionária. Motos pagam meia tarifa, e a CCR instalou totens de autoatendimento e pontos credenciados para quem prefere resolver presencialmente.

Em termos práticos, a novidade cria dois perfis de uso. A marginal segue como opção sem cobrança, enquanto a pista expressa assume valor variável conforme a movimentação diária. A entrada do free flow coloca um novo padrão de tarifação na rotina, já que o motorista passa a decidir, viagem a viagem, se a fluidez da pista expressa compensa o custo informado nos painéis.

Como vai funcionar a cobrança

Regras de uso da pista

  • Motoristas que utilizam a pista marginal não pagarão o free flow.
  • Na pista expressa, a tarifa é calculada de acordo com o trecho percorrido.
  • Quem passar pela praça de pedágio de Arujá e seguir pela expressa não terá cobrança adicional.
  • Com tag, o valor é debitado automaticamente com 5% de desconto por viagem.
  • Sem tag, o pagamento pode ser feito no site pedagiodigital.com em até 30 dias.
  • Cadastro prévio no site ou APP permite receber SMS com o registro das passagens.
  • Motos pagam meia tarifa.

Como pagar o pedágio

Formas de pagamento disponíveis

  • Veículos com tag têm débito automático com 5% de desconto por viagem.
  • Veículos sem tag podem pagar em até 30 dias pelo site pedagiodigital.com ou pelo aplicativo da CCR.
  • Totens de autoatendimento estarão disponíveis nas bases da CCR em São Paulo e Arujá.
  • A concessionária não emite boleto para pagamento da tarifa.
  • Haverá rede credenciada em postos de serviço, começando pelo ponto no km 210 sentido São Paulo, da Rede Duque.

O que é pedágio free flow e como funciona

O pedágio free flow é um sistema de cobrança automática que elimina cabines físicas e calcula o valor de acordo com a distância percorrida pelo motorista no trecho tarifado. Na Dutra, sensores instalados em pórticos identificam a placa ou a tag do veículo e registram cada passagem, permitindo que a tarifa seja aplicada exatamente ao trajeto feito na pista expressa.

O modelo funciona com débito automático para quem usa tag, com 5% de desconto por viagem, ou pagamento posterior pelo site pedagiodigital.com em até 30 dias para quem circula sem tag. As pistas marginais continuam sem cobrança, e motos pagam meia tarifa. O valor exibido em painéis eletrônicos varia conforme dia, horário e feriados prolongados, ajudando o motorista a decidir se vale a pena acessar o trecho expresso.

Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista automotivo (MTB: 0075964/SP) e analista de mercado. Especialista em traduzir a engenharia de lançamentos e monitorar a desvalorização de usados. No Carro.Blog.br, assina testes técnicos e guias de compra com foco em durabilidade e custo-benefício.