Haverá greve de ônibus amanhã em São Paulo? Rodízio SP foi liberado nesta terça
O fim da tarde em São Paulo virou um quebra-cabeça para quem dependia do transporte público. A paralisação imediata de motoristas e cobradores, iniciada por volta das 16h, espalhou filas, terminais travados e um efeito cascata direto no trânsito. Com linhas interrompidas e milhares de pessoas presas nos pontos, a cidade viu a demanda por carros, táxis e aplicativos disparar, pressionando ainda mais um trânsito que já costuma colapsar nos horários de pico.
Pontos Principais:
- Greve começou por volta das 16h após atraso no 13º e no vale-refeição, descumprindo acordo firmado.
- Terminais como o João Dias ficaram parados, ampliando a lotação e empurrando mais carros para as ruas.
- Rodízio foi suspenso pela prefeitura apenas nesta terça para reduzir o impacto no trânsito.
- Não há definição oficial sobre o funcionamento do rodízio na quarta, 10 de dezembro.
A prefeitura confirmou que o rodízio municipal de veículos foi suspenso nesta terça-feira, medida adotada para aliviar a circulação de quem ficou sem alternativa quando os ônibus pararam. A liberação vale apenas para hoje, em razão da greve, e permite que carros que normalmente estariam proibidos de rodar no período da tarde circulem sem risco de multa. A decisão tenta reduzir o impacto imediato da paralisação, já que o sistema de transporte por ônibus é responsável pelo maior volume de deslocamentos da capital.
O movimento grevista foi motivado pelo não pagamento do 13º salário e de benefícios como o vale-refeição nas férias, compromissos que, segundo o SindMotoristas, deveriam ter sido quitados desde setembro. A entidade afirma que as empresas descumpriram o acordo, ignoraram uma decisão judicial que obrigava o pagamento e não honraram sequer o prazo prometido para 12 de dezembro. Sem avanços e com a categoria alegando falta de respeito, a paralisação se espalhou rapidamente.
Os reflexos no trânsito foram imediatos. Relatos nas redes sociais mostraram terminais como o João Dias praticamente parados, ônibus recolhidos e usuários disputando caronas, carros por aplicativo e até vans escolares para conseguir seguir viagem. Em corredores importantes, o fluxo aumentou acima do normal, já que mais motoristas optaram por sair de carro diante da incerteza sobre a operação das linhas.
A SPUrbanuss, que representa as empresas de ônibus, afirmou que as operadoras estão empenhadas em cumprir as obrigações trabalhistas e que apenas solicitaram prazo maior para o pagamento do 13º dentro do que a legislação permite. Enquanto isso, prefeitura e SPTrans ainda não detalharam como será a operação nesta quarta-feira, 10 de dezembro.
Sem essa definição, o motorista entra na noite sem saber se o rodízio voltará a valer na quarta, o que adiciona um novo elemento de dúvida à mobilidade da cidade. Até que haja sinalização oficial, o paulistano segue acompanhando, quase em tempo real, os desdobramentos de uma crise que pressiona tanto o transporte coletivo quanto o trânsito de carros, dois pilares que nunca podem falhar ao mesmo tempo em uma metrópole como São Paulo.














