Justiça condena DF após carro roubado ficar 9 anos esquecido em pátio da polícia

Tribunal do DF manda o governo indenizar motorista que teve carro roubado em 2012, recuperado em 2015 e só devolvido em 2024, após deterioração sob custódia oficial.
Publicado por em Distrito Federal dia
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Pontos Principais:

  • Carro roubado em 2012 foi recuperado pela polícia em 2015 e não devolvido à dona.
  • Veículo ficou quase uma década abandonado em pátio público, exposto ao tempo.
  • Proprietária só foi informada da localização do carro em 2024.
  • Justiça reconheceu falha grave do Estado na guarda e comunicação do bem.
  • Distrito Federal foi condenado a pagar R$ 7 mil por danos morais.
  • Também haverá indenização pela deterioração do veículo durante o período.
Após quase dez anos sem o veículo, motorista será indenizada porque carro roubado ficou esquecido em pátio da polícia, degradou e só teve a localização informada em 2024.
Após quase dez anos sem o veículo, motorista será indenizada porque carro roubado ficou esquecido em pátio da polícia, degradou e só teve a localização informada em 2024.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios decidiu que o Distrito Federal deve indenizar uma motorista que ficou quase 10 anos sem acesso ao próprio carro, mesmo após o veículo ter sido recuperado pelas autoridades. A decisão reconhece falha administrativa grave e impõe reparação por danos morais e materiais.

O caso envolve um automóvel roubado em 2012, localizado pela polícia em 2015 e mantido sob custódia oficial até que a proprietária fosse informada de sua existência apenas em 2024. Nesse intervalo, o veículo permaneceu em pátio público, exposto ao tempo e sem manutenção, o que acelerou sua deterioração.

A 4ª Turma Cível fixou indenização de R$ 7 mil por danos morais e determinou ressarcimento material correspondente ao desgaste do carro durante o período de abandono. Para os desembargadores, a demora extrapolou qualquer padrão razoável de gestão pública e configurou erro administrativo passível de responsabilização do Estado.

Em sua defesa, o Distrito Federal argumentou que a devolução só ocorreu após a conclusão de laudos periciais e que houve dificuldade para localizar a dona do veículo, revelou o Metropoles. O colegiado rejeitou a tese, destacando que cabia ao poder público agir de forma diligente tanto para preservar o bem quanto para comunicar a proprietária.

A decisão evidencia um risco pouco visível para motoristas: a burocracia pode transformar a recuperação de um carro roubado em uma nova perda. Ao afirmar que o custo da falha estatal não pode recair sobre o cidadão, o tribunal estabelece um recado claro sobre dever de guarda, eficiência administrativa e responsabilidade pública.

Alan Corrêa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.