O eclipse solar anular marcado para a próxima terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, chama atenção pelo simbolismo do fenômeno, mas terá alcance geográfico extremamente restrito e impacto visual discreto fora da Antártida, onde será observado em sua forma completa.
A maior parte do mundo não verá o chamado “anel de fogo” que caracteriza esse tipo de eclipse. Segundo dados do site especializado TimeandDate, apenas o continente antártico estará dentro da faixa de anularidade. Em regiões do extremo sul da América do Sul, como Ushuaia, na Argentina, e Puerto Williams, no Chile, o encobrimento do disco solar não passará de pouco mais de 3%, sendo inferior a 1% em alguns pontos.
Parte do sul do continente africano também terá visibilidade parcial, igualmente limitada.
O fenômeno ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol. A diferença crucial, neste caso, está na distância do satélite natural em relação ao planeta. No eclipse anular, a Lua encontra-se em seu ponto mais distante da Terra, o que reduz seu tamanho aparente no céu e impede que cubra completamente o disco solar.
Em vez da escuridão típica de um eclipse total, forma-se um anel luminoso ao redor da silhueta escura da Lua. Esse efeito, que exige alinhamento preciso entre os três corpos celestes, só poderá ser observado integralmente na Antártida.
Nas áreas de visibilidade parcial, o que se verá será apenas uma pequena fração do Sol encoberta, sem alteração significativa da luminosidade ambiente.
Nas cidades mais austrais da América do Sul, a cobertura solar será mínima. Em Ushuaia e Puerto Williams, a projeção indica encobrimento entre menos de 1% e pouco mais de 3% do disco solar. Isso significa que, a olho nu, a diferença será praticamente imperceptível sem instrumentos adequados.
No sul do continente africano, a situação será semelhante, com eclipse parcial de baixa magnitude. Não se espera escurecimento do céu nem queda perceptível de temperatura, efeitos associados a eclipses totais.
A relevância do evento está menos no impacto visual imediato e mais na dinâmica orbital envolvida, que reforça a previsibilidade dos movimentos celestes monitorados por observatórios internacionais e plataformas astronômicas.
Embora o eclipse não seja visível do Brasil, especialistas reforçam recomendações universais de segurança para qualquer observação solar.
Nunca se deve olhar diretamente para o Sol, com ou sem eclipse. A radiação intensa pode causar queimaduras na retina e danos permanentes à visão. Óculos escuros comuns e chapas de raio-X não oferecem proteção adequada.
A forma segura de observação envolve filtros certificados, como vidro de soldador número 14 ou superior, dentro da norma internacional ISO 12312-2.
Recomenda-se observar por cerca de dez segundos e descansar a visão por ao menos um minuto antes de repetir o procedimento. Métodos indiretos, como projeção da imagem solar em superfícies, também são considerados alternativas seguras.
Para evitar confusão frequente, é importante distinguir os três principais tipos de eclipse solar.
| Tipo | O que ocorre | Resultado visual |
|---|---|---|
| Total | Lua cobre completamente o Sol | Escurecimento significativo do céu |
| Anular | Lua mais distante não cobre totalmente o Sol | Formação de anel luminoso |
| Parcial | Alinhamento incompleto | Parte do disco solar encoberta |
O evento de 17 de fevereiro de 2026 enquadra-se na categoria anular apenas na Antártida, sendo parcial nas demais regiões.
Segundo a Folha, eclipses são fenômenos completamente previstos por cálculos astronômicos, resultado da regularidade dos movimentos da Terra e da Lua. Plataformas como o TimeandDate utilizam modelos matemáticos para mapear trajetórias e áreas de visibilidade com anos de antecedência.
A ocorrência deste eclipse confirma a precisão desses sistemas e reforça a importância da observação científica contínua dos ciclos orbitais, ainda que o impacto visual seja restrito.
O alinhamento do dia 17 de fevereiro de 2026 não terá efeitos físicos sobre o planeta além do bloqueio temporário de parte da luz solar em áreas específicas. Sua relevância está na dinâmica celeste que permite prever com exatidão quando e onde cada fenômeno ocorrerá.
Para a maioria da população mundial, será um evento distante. Para a ciência, trata-se de mais um marco na compreensão detalhada do comportamento orbital do sistema Terra-Lua-Sol.