Lua 2026: Por que fotos da Nasa mostram Lua e Terra sem estrelas mesmo no espaço

Fotos da missão Artemis II mostram Terra e Lua sem estrelas por causa do alto contraste entre luz intensa dos planetas e brilho fraco das estrelas, exigindo exposição curta nas câmeras.
Publicado por em Ciência dia | Página 2/2
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Por que as estrelas não aparecem nas fotos da Nasa feitas pela missão Artemis II

O que causa a ausência de estrelas nas imagens da Lua e da Terra

As estrelas não aparecem nas fotos da missão Artemis II porque a câmera precisa usar exposição curta para registrar corretamente a luz intensa da Terra e da Lua, o que impede a captação do brilho mais fraco das estrelas.

As imagens divulgadas pela Nasa foram feitas com mais de 30 câmeras durante o sobrevoo da Lua, mostrando os dois corpos celestes com alta nitidez, mas em meio a um céu completamente escuro, o que gerou dúvida entre leitores.

O que é o alto contraste nas imagens do espaço

O fenômeno é explicado pelo chamado alto contraste, quando elementos muito brilhantes e muito escuros aparecem na mesma cena, como a superfície iluminada da Terra e da Lua em comparação com estrelas distantes.

Para evitar que a imagem fique estourada, a câmera reduz o tempo de exposição, captando luz por um intervalo menor, o suficiente para mostrar detalhes da superfície, mas insuficiente para registrar as estrelas.

Esse efeito é semelhante ao de uma foto noturna na Terra, em que uma pessoa iluminada por um poste aparece com nitidez, enquanto o céu ao fundo fica escuro, mesmo com estrelas presentes.

As estrelas realmente desaparecem nessas imagens

As estrelas continuam presentes no espaço e ao redor da cena fotografada, mas não aparecem porque o sensor da câmera não capta luz suficiente delas com a configuração usada para registrar a Terra e a Lua.

O problema não está na ausência de estrelas, mas na diferença extrema de luminosidade entre os objetos fotografados e o fundo do espaço, que exige ajustes técnicos específicos.

Essas imagens têm valor científico relevante

As imagens da Artemis II têm valor científico limitado quando analisadas isoladamente, já que registros semelhantes da Terra e da Lua existem desde as missões Apollo nas décadas de 1960 e 1970.

Hoje, equipamentos como o satélite DSCOVR, lançado em 2015, registram imagens da Terra a cerca de 1 milhão de quilômetros de distância, com tecnologia dedicada para esse tipo de observação contínua.

Ainda assim, a missão ganha importância pela presença humana, já que astronautas atuam como observadores ativos, capazes de interpretar o ambiente e tomar decisões em tempo real durante a missão.

Por que a Artemis II ainda é considerada estratégica

O foco atual não está apenas na imagem, mas na retomada da presença humana ao redor da Lua, dentro de um cenário de disputa global por protagonismo na exploração espacial.

A missão faz parte de uma estratégia para estabelecer presença contínua no espaço, com infraestrutura que permita operações frequentes e, no futuro, permanentes fora da Terra.

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Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.