Bitcoin Hoje caiu abaixo 70 mil em dólar e deixa investidores de criptomoedas muito preocupados; entenda o motivo
US$ 69.821 marcou o ponto mais baixo do Bitcoin no início do pregão em Nova York nesta quinta-feira, 5, nível não visto havia cerca de 15 meses e que reposicionou o mercado cripto no centro da turbulência financeira global.
A queda levou a maior criptomoeda do mundo a acumular perda superior a 44% desde o pico registrado em outubro do ano passado, interrompendo a sequência de estabilidade observada após a eleição presidencial dos Estados Unidos, em novembro de 2024.
📉 Venda em bloco e crise de confiança
Cotação do Bitcoin em tempo real
A desvalorização ocorreu em um ambiente descrito por gestores como uma crise de fé no mercado de criptoativos, com investidores reduzindo exposição diante do aumento da incerteza macroeconômica e da aversão ao risco em múltiplas classes de ativos.
Segundo dados da Coinglass, aproximadamente US$ 722 milhões em posições compradas em tokens foram liquidadas nas últimas 24 horas, intensificando a pressão vendedora e acelerando a queda dos preços.
A leitura é compartilhada por operadores do setor, que apontam uma mudança estrutural no comportamento dos investidores após meses de liquidações pontuais darem lugar a um estresse mais amplo.
O mercado navega uma crise de confiança, com decisões sendo guiadas mais por balanços patrimoniais do que por narrativas otimistas.
🌍 Contágio entre mercados globais
A correção das criptomoedas ocorreu em paralelo a um movimento coordenado de vendas nos mercados acionários. Na quarta-feira, o Nasdaq 100 recuou mais de 2%, com perdas concentradas em empresas de tecnologia, software e fabricantes de chips, segmentos sensíveis à trajetória dos juros.
O movimento teve continuidade na quinta-feira, com a maioria dos principais índices da Ásia e da Europa operando em queda, reforçando o cenário de redução de risco e fuga de ativos considerados mais voláteis.
Apesar disso, analistas destacam que o mercado cripto vinha apresentando fraqueza antes mesmo da recente piora nos mercados tradicionais, indicando que o ajuste atual não é apenas reflexo do ambiente externo.
📊 ETFs e fluxos instáveis
Os fundos negociados em bolsa lastreados em Bitcoin, listados nos Estados Unidos, passaram a registrar oscilações significativas de fluxo. Após entradas líquidas de cerca de US$ 562 milhões na segunda-feira, mais de US$ 800 milhões deixaram esses produtos nas duas sessões seguintes, conforme dados compilados pela Bloomberg.
O comportamento reforçou dúvidas sobre o papel do Bitcoin como ativo de proteção em períodos de estresse financeiro, percepção que ganha força à medida que a criptomoeda acompanha a queda de ativos de risco tradicionais.
🔎 Níveis técnicos e projeções
No acumulado de 2026, o Bitcoin já recua quase 20%, enquanto o valor total do mercado de criptomoedas encolheu mais de US$ 460 bilhões apenas na última semana.
Analistas técnicos observam que os preços retornaram a uma faixa que funcionou como resistência entre março e outubro de 2024, fator que explica o aumento do interesse de investidores em busca de oportunidades, apesar do clima de cautela.
Caso o Bitcoin não consiga se sustentar acima de US$ 72 mil, projeções indicam possibilidade de teste do nível de US$ 68 mil, com risco de retorno às mínimas registradas em 2024 após a alta inicial daquele período.
⚠️ Fim da complacência
Executivos do setor avaliam que o momento atual não representa o fim da participação institucional no mercado cripto, mas sinaliza o encerramento de uma fase marcada por excesso de otimismo e menor percepção de risco.
A combinação de liquidações intensas, fluxos negativos em ETFs e correlação crescente com mercados tradicionais redesenha o cenário para o Bitcoin, agora mais sensível às condições financeiras globais do que a narrativas específicas do setor.














