O dólar caiu para R$ 5,0965 nesta quarta-feira (8), chegando à mínima de R$ 5,0654, o menor patamar em quase dois anos, enquanto o Ibovespa disparou para mais de 192 mil pontos e renovou recordes no mercado brasileiro.
O movimento foi provocado diretamente pelo cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, que reduziu a tensão global e impactou preços internacionais, principalmente o petróleo, que chegou a cair mais de 17%.
A trégua reduziu o risco geopolítico imediato, especialmente após a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Com menor risco de interrupção no fornecimento, o petróleo despencou, com o Brent caindo 15,31% para US$ 92,54 e o WTI recuando 17,26% para US$ 93,43, aliviando pressões inflacionárias globais e fortalecendo moedas emergentes como o real.
Além disso, o dólar já acumula queda de 6,08% no ano, reforçando um movimento mais amplo de desvalorização da moeda americana frente ao real.
A bolsa brasileira acompanhou o otimismo internacional e registrou forte alta, chegando a 192.396 pontos durante o dia, com máxima próxima de 193 mil pontos.
No acumulado, o índice já sobe 16,84% no ano, refletindo entrada de capital estrangeiro e melhora na percepção de risco global.
Esse movimento foi alinhado ao comportamento das bolsas no exterior:
O cessar-fogo foi anunciado após mediação do Paquistão e prevê suspensão temporária de ações militares por duas semanas, com negociações programadas em Islamabad.
O acordo inclui:
Autoridades dos EUA afirmaram que objetivos militares já foram atingidos, enquanto o Irã condicionou a trégua à interrupção de ataques contra seu território.
Além da questão geopolítica, investidores monitoram a ata do Federal Reserve, que pode indicar próximos passos dos juros nos Estados Unidos.
No Brasil, o mercado também acompanha a agenda econômica interna, incluindo a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em audiência pública.
Os dados mais recentes mostram:
O cenário atual combina queda do dólar, valorização da bolsa e alívio global, mas segue dependente da evolução das negociações entre EUA e Irã nas próximas semanas.