Dólar Hoje 13/03/2026: O dólar recua hoje, mas o mercado não relaxa, e a explicação passa por petróleo, dados dos EUA e os leilões do Banco Central
O dólar à vista opera em queda frente ao real nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, devolvendo parte da forte alta registrada no pregão anterior. A movimentação acontece enquanto investidores tentam equilibrar fatores internos e externos que continuam pesando sobre o mercado cambial, incluindo a escalada das tensões no Oriente Médio, a disparada recente do petróleo e as operações de intervenção programadas pelo Banco Central.
A sessão começa com o câmbio sensível ao noticiário internacional e à agenda doméstica. Ao mesmo tempo em que a moeda americana perde força diante do real, operadores seguem atentos ao impacto de novos episódios de instabilidade geopolítica e aos sinais vindos da economia dos Estados Unidos.
Cotação do dólar em tempo real
Quanto está o dólar hoje
Pelos dados do mercado nesta manhã, o dólar à vista opera com leve queda frente à moeda brasileira.
- Compra: R$ 5,237
- Venda: R$ 5,238
Por volta das 9h41, a moeda recua 0,10%. Na B3, o contrato futuro para abril, o mais negociado entre investidores institucionais, também opera em queda, com recuo de 0,53%, sendo negociado próximo de R$ 5,254.
Apesar do movimento de baixa, o ambiente no mercado continua cauteloso. Em dias assim, a cotação do dólar costuma reagir menos ao que aconteceu ontem e mais ao que pode acontecer nas próximas horas.
Guerra e petróleo entram no radar do câmbio
No cenário internacional, o mercado acompanha o avanço das tensões no Oriente Médio, que voltam a pressionar os preços da energia e a aumentar a percepção de risco global.
Segundo as informações divulgadas, o Irã intensifica ataques a instalações petrolíferas e de transporte na região. Ao mesmo tempo, o novo Líder Supremo do país, o Aiatolá Mujahideen Khamenei, promete manter o Estreito de Ormuz fechado, uma das rotas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo.
Esse tipo de notícia costuma gerar reações rápidas no mercado financeiro, porque qualquer ameaça à circulação de petróleo afeta expectativas de inflação global, juros e crescimento econômico.
Em paralelo, os Estados Unidos permitem a venda de alguns produtos petrolíferos russos que haviam sido sancionados após a invasão da Ucrânia. A medida surge em meio à escalada do preço da energia e à necessidade de aliviar pressões no mercado internacional.
Dados econômicos também entram na equação
Além do noticiário geopolítico, investidores analisam novos indicadores da economia americana. O Produto Interno Bruto dos Estados Unidos cresce a uma taxa anualizada de 0,7% no quarto trimestre de 2025, abaixo da expectativa de 1,4% apontada por economistas consultados pela Reuters.
Já o núcleo do índice de inflação PCE, indicador acompanhado de perto pelo Federal Reserve, sobe 0,4% em janeiro. No acumulado de 12 meses, a alta chega a 3,1%, números que ficam dentro das projeções do mercado.
Esses dados ajudam a calibrar as apostas sobre o futuro da política monetária americana. Qualquer sinal de inflação persistente pode prolongar juros elevados, algo que costuma fortalecer o dólar globalmente.
Banco Central entra em campo com leilões
No Brasil, o Banco Central realiza uma série de operações cambiais ao longo da manhã. Às 9h30, a autoridade monetária promove um leilão de 20.000 contratos de swap cambial reverso, equivalente a cerca de US$ 1 bilhão.
No mesmo horário, também ocorre um leilão de venda à vista de dólares no mesmo valor. Na prática, as duas operações tendem a neutralizar seus efeitos sobre a cotação, já que o BC compra dólares em uma ponta do mercado e vende na outra.
Mais tarde, às 11h30, a instituição ainda realiza um leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional, equivalente a cerca de US$ 2,5 bilhões, dentro do processo regular de rolagem de posições com vencimento previsto para 1º de abril.
Serviços surpreendem no Brasil
No campo da atividade econômica doméstica, o volume do setor de serviços brasileiro cresce 0,3% em relação a dezembro. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a alta chega a 3,3%.
Os números superam as expectativas de economistas consultados pela Reuters, que projetavam crescimento mensal de 0,1% e expansão anual de 2,8%.
Os dados reforçam a percepção de que a economia brasileira mantém algum ritmo de atividade mesmo diante de juros elevados e incertezas externas.
Enquanto o mercado acompanha a cotação do dólar ao longo do dia, o Ministério da Fazenda prepara para a manhã um anúncio com estimativas preliminares sobre os impactos do conflito no Oriente Médio na economia brasileira, discussão que acontece em meio a preocupações globais com inflação e taxas de juros.














