O prazo para entrega do Imposto de Renda 2026 começa nesta segunda-feira, 23 de março, e segue até 29 de maio, com mudanças que afetam desde a forma de preencher a declaração até o calendário de restituição. O programa já está disponível para download e a Receita Federal espera receber cerca de 44 milhões de declarações neste ano.
Quem perder o prazo terá que lidar com multa, que parte de R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido. O alerta não é novo, mas a Receita reforça que atrasos continuam sendo um dos principais erros dos contribuintes, especialmente entre quem deixa para os últimos dias.
A obrigatoriedade atinge diferentes perfis, não apenas quem recebe salário. A regra inclui quem teve renda acima de R$ 35.584 no ano passado, além de outros casos mais específicos.
A lista inclui ainda situações menos comuns, como quem atualizou imóveis com ganho de capital diferenciado ou mantém estruturas no exterior, como trust.
Entre as novidades, a Receita ampliou o uso da declaração pré-preenchida, que já aparece disponível desde o primeiro dia do prazo. O sistema agora traz mais dados automáticos, incluindo informações de dependentes, pagamentos e renda variável.
Outro ponto é a redução no número de lotes de restituição, que caiu de cinco para quatro. A expectativa é concentrar cerca de 80% dos pagamentos já nos dois primeiros lotes, até o fim de junho.
Também foi incluída a possibilidade de informar nome social e um mecanismo semelhante a cashback para contribuintes que tiveram imposto retido na fonte, mas não serão obrigados a declarar neste ano.
Quem envia a declaração primeiro tende a receber a restituição antes, desde que não haja erros ou omissões nos dados
| 1º lote | 29 de maio |
| 2º lote | 30 de junho |
| 3º lote | 31 de julho |
| 4º lote | 28 de agosto |
A ordem de pagamento segue critérios de prioridade. Idosos, pessoas com deficiência e professores entram na frente, seguidos por quem usa a declaração pré-preenchida e opta por receber via PIX.
O envio pode ser feito pelo computador, com download direto do programa da Receita, ou pelo celular, via aplicativo. Nem todos os casos são permitidos no formato móvel, especialmente quem teve renda no exterior ou operações mais complexas.
Entre os documentos necessários estão informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, dados de bens e informações bancárias.
Na escolha do modelo, o contribuinte pode optar pelo simplificado, com desconto padrão de 20% limitado a R$ 16.754,34, ou pelo completo, que permite deduções específicas como saúde e dependentes.
A proposta de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês ainda não se aplica à declaração deste ano. O motivo é que o ajuste considera os rendimentos de 2025, antes da mudança entrar em vigor.
A Receita mantém a orientação de que qualquer rendimento recebido em 2026 será analisado apenas na declaração do ano seguinte, o que mantém as regras atuais para quem declara agora.
Enquanto o prazo avança, a Receita reforça que o envio antecipado continua sendo o principal fator para garantir restituição mais rápida, mas destaca que inconsistências nos dados podem empurrar o contribuinte para o fim da fila, mesmo que a declaração tenha sido entregue nos primeiros dias.